Depressão do Duce | Fábio Campana

Depressão do Duce

A pesquisa derrubou o ânimo de Requião e aprofundou as patologias na caterva palaciana, que anda sem rumo, perdida entre os palácios e as denúncias de corrupção.

A tigrada da esquerda funcionária anda suando frio nas mãos e com estranhos tremores nas pernas, além da constipação intestinal que torna intolerável a vida de alguns hidrófobos da assessoria.

Imaginem a depressão do Duce diante da rejeição compacta em Curitiba. Não há santo que possa operar milagre de reversão dessa situação. Pensar que um em cada três curitibanos simplesmente se recusa a votar em alguém que tenha proximidade política com a horda de Requião é realmente assustador. Para o Duce, é claro.

Ora, pois, quem diria que candidatos a prefeito em todo o Paraná fugiriam do apoio do governador para não perder votos? É o que sucede. Aliás, um dos primeiros a desistir do sacrifício foi Rafael Greca de Macedo, que não é bobo e sabe que a companhia não é boa para disputar eleições.

Agora, a turma de Requião pede a união do centro e do centro-esquerda em torno de candidaturas a prefeito do PMDB sob a justificativa de que é necessário um pacto para evitar o avanço dos tucanos.

O Duce entra nesse papo hipócrita em torno de ideologias que nada têm a ver com a realidade política nativa, quando a questão premente é bem outra.

O Paraná é um estado singular. Aqui, políticos de direita se apresentam como social-democratas e Roberto Requião é tido como comunista por um bom número de grandes empresários e atilados representantes do mercado financeiro.

Já a “esquerda funcionária”, muito grata e emocionada, aplaude e sonha que chegou ao lado do Duce ao poder. Elucubrações e disfarces de uma política que se caracteriza pelo QI indigente.


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