Até tu, Zilda? | Fábio Campana

Até tu, Zilda?

Zilda Arns é, talvez, a única personalidade pública do Paraná que ninguém duvida ao colocar acima de qualquer questionamento, tal a sua dedicação a obras e projetos da importância da Pastoral da Criança.

Pois bem, agora o Tribunal de Contas da União cria uma situação constrangedora, ao colocar a “Gerar”, uma Oscip (organização da sociedade civil de interesse público) da qual Zilda Arns é presidente de honra, sob investigação.

Toda a diretoria será ouvida. A Superintendente executiva é Heloisa Arns Neumann Stutz. O superintendente Administrativo é Francisco Reinord Essert. O diretor Institucional é Gustavo Costa Hauer. A superintendente técnica é Anilla Milla.

Acontece que a “Gerar” recebeu R$ 3 milhões do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome para realizar trabalhos de interesse social. Entre outros, treinar, preparar mão-de-obra, abrir oportunidades no mercado de trabalho.

A Secretaria de Controle Externo do TCU encontrou irregularidades na aplicação do convênio da “Gerar” e o Ministério. As denúncias são de ausência de critérios da escolha da Oscip pelo Ministério. Aponta gestão indevida dos recursos públicos repassados que teriam sido gastos em diárias e passagens de dirigentes. Termina com graves irregularidades em procedimentos licitatórios, na linguagem dos fiscais e burocratas do TCU.

Até o relatório final do TCU, a “Gerar” fica proibida de receber recursos novos e de gastar o que ainda não gastou. Toda a direção, incluída a presidente de honra, sob suspeição, o que é, no mínimo, lamentável, pois dona Zilda Arns é a grande reserva moral deste Paraná em que as dissensões políticas não respeitam ninguém. Pelo visto, nem a nossa indicada ao Nobel, dona Zilda Arns.


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