Ai de ti, cavalinhos | Fábio Campana

Ai de ti, cavalinhos

A semana começou agitada. Além da eleição na FIEP, temperada pelas acusações de que o governador Requião entrou na parada utilizando métodos que fariam corar os dirigentes da máfia russa, o circuito do Centro Cívico não economizou os escândalos.

Requião, mais uma vez, deu com os burros n’água. Mal orientado, mal informado, perdeu a eleição para Rodrigo da Rocha Loures. Por uma diferença que justificaria a demissão coletiva de seus conselheiros da área.

Acachapante. Foram 56 votos para Rocha Loures contra 36 para a chapa apoiada pelo governador Requião. E há quem jure que o apoio de Requião e sua troupe a Álvaro Schaefer foi que determinou a derrota da oposição a atual diretoria.

Mas isso não é tudo. A guerra de babuínos está em curso em todas as áreas. E não faltam na praça os mercadores de dossiês e de provas de falcatruas. Sem contar o pessoal que mexe com os sucessos da vida íntima dos personagens da política nativa. O que é mais assustador, pois significa que nossos atores perderam a noção dos limites entre civilização e barbárie.

Nesse quadro, um gesto louvável e de necessária autoridade na tarde de ontem permitiu que ainda tenhamos esperanças de nos aproximarmos da contemporaneidade do mundo.

O presidente da Assembléia, Nelson Justus, determinou que uma comissão interna apure tudo, absolutamente tudo, sobre o imbróglio que alcançou o chefe de gabinete da prefeitura de Curitiba, Ezequias Moreira, através de quem as oposições ao prefeito tentaram alcançar Beto Richa.

Veremos quais serão os próximos passos do governador e sua reação hoje à derrota. Deve purgar sua frustração contra os desafetos na escolinha, a única terapia que consegue acalmar-lhe os nervos além de esfolar as montarias quadrúpedes e bípedes que o servem.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*