Abre e fecha | Fábio Campana

Abre e fecha

Depois do vendaval provocado pela sogra de Ezequias Moreira, o prefeito Beto Richa procura agradar gregos e baianos. Se puder, terá todos sob sua asa, inclusive as avis raras deste paraíso em chamas.

Daí o mexe-mexe que pretende fazer no secretariado. Tudo para agradar Osmar Dias e outros possíveis aliados no ano que vem. Uma das idéias foi a de levar o suplente Neivo Beraldin para integrar a corte.

O problema é que agradar um time desagrada outro, no mais das vezes muito maior e de torcida inflamada. Vejam só. Tirar Domingos Caporrino e Raul Plasmann para abrir espaço para o fagueiro Beraldin pode significar a perda definitiva de apoios valiosos.

Se não, vejamos. Tirar Caporrino significará o afastamento do deputado eleito Ney Leprevost, dono de cerca de 40 mil votos em Curitiba, muito mais que a pífia votação de Neivo, que não alcançou dois dígitos.

Além do que, Domingos Caporrino cumpre muito bem sua missão como secretário de Assuntos Metropolitanos e ainda pode ajudar o prefeito em outra área, pois é advogado com trânsito em todas as esferas do Judiciário.

Outros sinais de descontentamento partem de áreas ligadas ao governo estadual que mantiveram atitude muito ética em relação ao prefeito. É o caso do deputado Alexandre Curi, defensor pessoal de Beto na área de atrito com o governador e que não gostará de defender um governo onde Neivo Beraldin tenha assento.

Por último, há um time pesado de empresários que não engolem o valete nesse jogo de mudanças. Nem admite a idéia de Neivo Beraldin na prefeitura, Ou seja, Beto Richa vai ter que pensar muitas vezes antes de escalar em seu time alguém que não faz sucesso em lugar nenhum, muito menos no Tribunal de Contas.


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