A quem interessa? | Fábio Campana

A quem interessa?

A tentativa de envolver o prefeito Beto Richa em imbróglio sobre irregularidades na contratação da funcionária Verônica Durau é evidente e caracteriza perigosa armação.

Vamos aos fatos:

1 – Beto Richa não é deputado estadual desde dezembro de 2000. Portanto não tem funcionário da Assembléia Legislativa sob sua responsabilidade desde essa época.

2 – A partir de 2005, cinco anos depois de Beto Richa deixar de ser deputado, o seu nome passou a constar do contracheque da funcionária Verônica Durau, como se ela fosse funcionária de um gabinete de Richa que não existe.

3 – A própria Assembléia reconhece que a inclusão do nome do prefeito no holerite da funcionária é inexplicável. Menos compreensível ainda porque isso passou a acontecer cinco anos depois que deixou a Assembléia, o que descarta a hipótese de equívoco da burocracia.

4 – Resta saber quem é o responsável pela inclusão do nome do prefeito. Talvez se possa chegar a ele começando pela pergunta “a quem interessa prejudicar o prefeito?”.

5 – Beto Richa é candidato à reeleição no ano que vem e, segundo as pesquisas, está em situação muito cômoda, podendo vencer ainda no primeiro turno em todas as simulações.

6 – Beto Richa é candidato potencial ao governo do Paraná em 2010, o que ajuda a aumentar o número de adversários que gostariam de ver seu prestígio e sua popularidade prejudicados.

Ficam as indagações. A questão da funcionária é simples e sua solução começou pela sua exoneração, ontem. Já a armação contra o prefeito exigirá investigação mais funda e cuidadosa. Pelos caminhos da política nativa e da tradicional guerra de babuínos.


Um comentário

  1. jango
    sábado, 11 de agosto de 2007 – 15:59 hs

    E achamos nós que a Assembléia vai esclarecer este imbroglio à população ? Eles deputados (existem nobres exceções) sabem que o povo eleitor está ausente disto tudo. O povareú, ignorante político de que falava Brecht, só vai votar totalmente estabanado, elegendo um monte de “profissionais da prestidigitação política”. Aliás, coisas estranhas vem acontecendo na Assembléia Legislativa, por exemplo, a inesplicavel e até agora inexplicada existência de uma lei de licitações estadual com redação totalmente alterada, pelo Executivo, fato denunciado pela jornalista Rute Bolognese, da Folha de Londrina, resultando, às pressas num novo projeto de lei, do mesmo Executivo, recentemente aprovado. Lei, ora a lei …

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