A discussão Mauá | Fábio Campana

A discussão Mauá

Hoje pela manhã, em audiência pública realizada na Assembléia Legislativa, surgiram novos empecilhos para construção da Usina Hidrelétrica de Mauá. O evento, promovido pelo deputado estadual Tadeu Veneri, reuniu mais de 100 pessoas. Dentre as quais Raul Munhoz, diretor de geração e transmissão de energia da Copel, João Akira Omoto, Procurador da República no Município de Londrina/PR, Vitor Hugo Burko, presidente do IAP, representantes da ONG Liga Ambiental, membros da comunidade indígena e ribeirinhos.

Os presentes debateram os 70 itens condicionantes presentes no EIA-RIMA (Estudos de Impacto Ambiental – EIA e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA) da obra. A existência de minas de carvão no município de Ortigueira, em propriedade da empresa Klabin, desconhecidas do IAP. Quando da construção da represa as minas serão inundadas. Os ambientalistas alegam que não há como medir o impacto ambiental nesse caso, devendo ser aplicado o princípio da precaução. O IAP ficou de avaliar o caso.

Questionou-se também a ausência de estudo antropológico das comunidades indígenas que serão relocadas durante a construção da empresa, o que desrespeitaria normas federais.

 O presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, garantiu que estudará as denúncias antes de emitir a licença de instalação, necessária para o andamento do processo.

 Nova audiência pública ficou agendada para o dia 24, no município de Londrina.


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