255. Gozo | Fábio Campana

255. Gozo

 Metade da noite, quase na hora de fechar o jornal, o jovem repórter interrompe o seu acelerado teclar, fixa por alguns segundos os olhos num ponto vago da redação, pergunta em seguida ao calejado e já um tanto idoso editor:
– Gozo se escreve com “s” ou com “z”?
O enfastiado dromedário ergue os olhos do texto que corrigia e responde, num tom resignado:
– No meu caso, é com cedilha.

Excerto do livro
Diário do último dinossauro, de Joel Silveira.


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