Vermelho vivo | Fábio Campana

Vermelho vivo

O PT se mostra e se quer vivo. Prova disso é o congresso estadual que o partido promove neste final de semana no Hotel Mabú, em Curitiba. A abertura foi ontem à noite. Nem a queda de temperatura impediu o encontro dos mais de 300 delegados e de estrelas petistas. Hoje o encontro segue com agenda intensa.

Às 9h30 é a vez de André Vargas, o presidente estadual, falar sobre conjuntura nacional e estadual. Às 10h00 Dr. Rosinha solta o verbo sobre Mercosul. Às 10h30 Ângelo Vanhoni analisa políticas de educação. Às 11 horas Márcia Lopes entra em cena no painel sobre políticas sociais enquanto Valter Bianchini trata de políticas agrícolas. E, ao meio-dia, o ministro Paulo Bernardo fala sobre o PAC, o verdadeiro — o do governo federal.

O evento atravessa o dia. E continua amanhã. A idéia, a exemplo do que já ensinava o modernista Oswald de Andrade, é agitar. “O PT se mantém vivo por meio do debate político e da participação direta de seus filiados, mesmo não sendo um ano eleitoral. Vamos discutir nesta etapa estadual o futuro do Partido e as eleições municipais do ano que vem”. Assim pensa o presidente estadual da legenda, André Vargas.

O PT sonha com a Prefeitura de Curitiba ano que vem. E, se os ventos e a conjuntura forem amigos, com o governo do Paraná para quando 2010 chegar. “O PT precisa se articular e não se dividir, e se destruir, com guerras internas. Assim, só ajudaríamos nossos adversários. Precisamos nos articular”. Essa é a linha de pensamento petista nestes dias frios na capital e tensos em outros paralelos.

O PT nativo, afinal, é mais ou menos fraturado. 70% do partido faz parte do Campo Majoritário, forte no interior. Outros 20% estão sob a influência do Dr. Rosinha e troupe da DS, Democracia Socialista. O resto, bem, o resto são fragmentos que formam 10% no máximo.


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