This is an elephant? | Fábio Campana

This is an elephant?

Alvaro Dias voltou à cena após meses de licença no Senado e de silêncio obsequioso depois das urnas. Consta que aproveitou o tempo para aperfeiçoar seu inglês nos Estados Unidos.

Voltou com demonstrações de que pretende entrar no páreo de 2010, embora até os mais íntimos do senador jurem de pés juntos que ele desistiu de vez de voltar ao Palácio Iguaçu. O que não deixa de ser um cuidado típico. Político candidato sempre diz que não é a esta altura da corrida.

Outro cuidado do senador foi deixar claro que não pretende se desgastar em brigas com quem não terá embate direto. No caso, Requião, que não disputará o governo e nem tem ainda um nome in pectore para apoiar.

O segundo cuidado foi reiniciar as pendengas com aqueles que poderão ser os seus adversários. Atirou logo no PSDB, que em seu entender não pode se aliar ao PDT, partido que integra o governo Lula.

Nessa, sobrou para o irmão Osmar Dias, o boss do PDT nesta província. O interessante é que Osmar também pactuou com Requião depois da aquela troca de ofensas pessoais durante e depois da campanha eleitoral. Ora, pois, Requião também não é adversário direto de Osmar.

Acontece que o xadrez da política nativa nem sempre confere com o da política na República. Aliados aqui são desafetos em Brasília e vice versa. Sinal de nosso atraso.

Alvaro perdeu espaço no PSDB da terra, controlado por Beto Richa. Procura novos parceiros. Nada mais disponível que um PMDB a deriva, sem candidato viável à sucessão de Requião, a metade torcendo por um casamento definitivo com o PT, a outra à procura de uma saída que não seja à esquerda. O melhor cenário para um senador em busca de um séqüito. Só falta Alvaro provar que tem porte e força para chegar lá. 


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