Pacotinho do Requião | Fábio Campana

Pacotinho do Requião

Enquanto o PAC não vem, vamos de pacotinho. Ou paquinho, ou paquito, como diz o Agostinho Zucchi, deputado do sudoeste com seu sotaque sulino.

Mas vamos ao que interessa. O presidente Lula cancelou a sua visita a estas paragens para anunciar os investimentos do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento no Paraná. Por razão óbvia e humanitária. Cancelou sua agenda nos dias de luto pelo acidente no aeroporto de Congonhas.

Requião aproveitou a ausência de Lula e resolveu saltar na frente e apresentar o seu próprio plano, ou seja, um PAC do governo nativo, para concorrer ou confundir-se com as iniciativas de Lula.

Há quem duvide das chances desse pacotinho do Requião prosperar. O deputado Reni Pereira, do PSB, diz que o governo estadual não tem dinheiro para nada. Nem para a água dos passarinhos do Canguiri, muito menos para dar o aumento prometido aos funcionários públicos.

Logo, diz Pereira, o paquetinho do Requião seria apenas uma jogada publicitária para cobrir o vazio da administração e desviar a atenção do distinto público dos escândalos nunca elucidados.

A sensação é de que a antiguidade abre asas sobre nós, com o inesgotado pressentimento de uma chuva ácida pela frente. A vitória de Requião se deu por diferença mínima, o que deveria obrigá-lo e aos hidrófobos da assessoria a reconhecer seus limites, decorrentes da falta de modernidade.

Mas a tigrada no governo não consegue corrigir os pontos de museu do discurso e do programa de Requião, nem consegue colocar a escanteio o fanatismo do Apocalipse de facções exaustivamente obsoletas, em proveito da compreensão de que o Paraná não merece ser considerado uma Venezuela meridional sob as ordens de um cover do coronel Chaves.


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