Ontem foi dia de Botto | Fábio Campana

Ontem foi dia de Botto

Nada
 
O deputado estadual Elio Rusch (DEM) não gostou do que viu. Para ele, o depoimento de Sergio Botto de Lacerda, ontem na Assembléia Legislativa, não acrescentou nada. “Ele disse que saiu porque não tolerava mais determinadas pessoas. Mas não disse quem eram”, acrescenta Rusch.

De casa

O certo é que apesar de deixar o governo para livrar-se da chatice dos adversários que conquistou dentro do governo, Botto de Lacerda permanece amigo do governador Requião.
 
Show
 
Faz parte do show dos deputados. Antes de Botto se pronunciar, os deputados discutiram exaustivamente quanto tempo cada um teria para interpelar o ex-homem forte do governo Requião. Rossoni fez questão de um mecanismo de ajuste de tempo honesto, para que a oposição não fosse prejudicada pelo menor número de deputados.
 
Restrição
 
O deputado Jocelito Canto reclamou de regalias no rateio do tempo. E ficou fulo quando soube da restrição de pauta. Canto inquiriu a mesa diretora se as perguntas a serem feitas para Botto deveriam versar somente sobre a Pavibrás. Nelson Justus foi taxativo: “Sim”.
 
 Fidelzices

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli queria saber quanto tempo duraria no máximo o discurso de Botto de Lacerda. Nelson Justus respondeu: “o tempo que durar”. A praxe é meia-hora, somente. A base governista enervou-se. Queriam que acabasse o quanto antes.

Perguntador
 
Ontem, Jocelito Canto, PTB, questionou o ex-presidente do Conselho Administrativo da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Sérgio Botto de Lacerda. Jocelito perguntou sobre os gastos de publicidade da Sanepar, que teriam passado de R$ 100 mil.
 
Jeton
 
Canto perguntou ainda sobre o recebimento de jetons. Citou a lei nº. 82/84, de autoria do então deputado estadual Roberto Requião, proibindo a remuneração por mais de uma fonte.
 
O xis da questão
 
“Estes gastos de publicidade, o conselho deu anuência, porque passaram dos R$ 100 mil?”, questionou Canto, citando o arquivamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sanepar, de 2004. “Agora entendo porque esta CPI nunca foi instalada nesta Casa”, carimbou.


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