O Requião do PT | Fábio Campana

O Requião do PT

Sofre a administração estadual entregue aos colegas do PMDB. O partido não possui quadros competentes, o velho Movimento Democrático Brasileiro sumiu na história, quem sobrou não quer saber de guerra. Ladra, mas não morde.

Requião não dá um passo sem a ajuda do PT. Precisou deles em Brasília, no caso da multa. Precisa dos petistas aqui, em áreas chave do governo.

Ora, afinal de contas, do partido de Requião, pouco se viu de bom. Onde estouram denúncias de má administração, desvio de dinheiro ou descaso com o interesse público? Na secretaria da Saúde, no comando da Sanepar, na direção da Ceasa, na secretaria de Educação, na administração dos portos, na secretaria de Comunicação. Gente do PMDB.

Só merecem cumprimentos os outros que escapuliram da máquina partidária do jeans azul. Os petistas, o tucano Nelson Garcia, os arroz de festa.

Na semana passada, Plínio de Arruda Sampaio rasgou elogios para o secretário da Agricultura, Walter Bianchini, do PT. E não retrucou o comentário de Rafael Greca, que se apresentou como ex-ministro de Fernando Henrique, por educação.

Ontem, na Terça Insana, coube a Enio Verri, secretário de Planejamento, expor tintim por tintim aquilo que o governador insiste em chamar de PAC do PR. O pacotinho de Requião. Ao final da exposição, o mestre de cerimônias elogiou Verri, chamou de brilhante a exposição. “Brilhante é uma afirmação sua”, lascou na lata Requião, discordando. A claque tomou por brincadeira do Duce e aplaudiu.

O governador tomou por reprimenda pessoal as palmas e recuou. O PT se impusera, mesmo distraído. Requião foi vencido pela clareza e domínio do petista quanto aos projetos essenciais do Estado. Aqueles que o Duce confessou assinar sem ler.


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