O pai da criança | Fábio Campana

O pai da criança

Antes que algum esperto aventureiro da política nativa se atribua a paternidade sobre os recursos e obras do PAC que o Paraná vai receber, o presidente Lula vem à Curitiba na sexta-feira para assumir o que lhe é de direito.

Não é pouco: R$ 1,2 bilhão para obras de infra-estrutura em época de vacas magras, quando o tesouro estadual não consegue nem mesmo manter os programas vigentes, é uma boa soma. Diga-se que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, fez esforços para aumentar em R$ 500 milhões o quinhão paranaense que era de R$ 700 milhões.

Lula quer evitar a situação que viveu nos anos anteriores, quando o governo estadual assumiu como suas todas as obras feitas com dinheiro federal no Paraná. Lembram? Na época, Requião dizia que Lula não dera nada ao Estado e o PT teve de provar o contrário.

Para evitar outras confusões o ministro Paulo Bernardo deixou claro o que será de responsabilidade da prefeitura de Curitiba. Disse ontem ao prefeito Beto Richa, que também foi á Brasília, que o governo federal reconhece que obras de moradias populares e de urbanização ficarão a cargo da prefeitura.

Na sexta, Lula assinará convênio com Beto Richa no valor de R$ 82 milhões a fundo perdido, com contrapartida de 20% para a prefeitura. Tudo para moradias. Além disso, a Caixa Econômica abriu financiamento de R$ 70 milhões para moradias e urbanização que atenderá famílias de renda de até três salários mínimos. Ou seja, em Curitiba, a política de habitação é da Cohab e a Cohapar não entra.

Assim, ficam claras as funções e responsabilidades e o pai da criança, o governo Lula, poderá comemorar os resultados sem ter que fazer esforços para ver reconhecida a sua iniciativa. 


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