New York, New York | Fábio Campana

New York, New York

Requião está em Nova Iorque. Tem vários dias para compras, passeios e visitas às lojas de armas, que o homem gosta de ver as novidades.

Prometeu aos deputados Luís Cláudio Romanelli e Durval Amaral um programa gastronômico de primeira, contanto que os dois paguem a conta. No roteiro, sugestões de Nelson Justus. O árabe Al Bustan, o River Café e o filé do Daniel, que alguns consideram o mais saboroso do mundo.

Atividade pra valer, mesmo, só na terça-feira, quando acontecerá a solenidade na Bolsa de Valores de Nova Iorque em homenagem à Copel. Pano de fundo. O discurso da propaganda oficial é a de que Requião salvou a Copel e com isso evitou que os investidores estrangeiros tivessem prejuízos.

Na verdade, o evento faz parte da tentativa de melhorar os índices de prestígio do governador aqui na terrinha, pois eles andam pífios. Para isso seguiu na tropilha o gaúcho marqueteiro Airton Pisseti, que garantiu ao governador espaços invejáveis na imprensa nativa.

Até a terça, o grupo vai enfrentar divergências internas. Romanelli quer andar de helicóptero em vôos noturnos, a grande sensação para os de primeira viagem. Amaral pediu visita à estátua da Liberdade. Pisseti quer andar de bicicleta no Central Park, Virgilio Moreira vai a Broadway.

A tigrada em Nova Iorque não está nem aí para o acontecimento continental das esquerdas chavistas-bolivarianos, programado para Caracas, em homenagem a Simon Bolívar, herói da esquerda analfabeta, que não leu nada, nem mesmo o que Marx escreveu sobre o general que os inspira. Aliás, ao dizer que Bolívar era um caudilho de péssimo caráter, Marx traçou o perfil do próprio e de todos os seus epígonos, inclusive os que hoje visitam nova York.


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