Na mão dos mágicos | Fábio Campana

Na mão dos mágicos

A semana promete emoções inusitadas na política nativa. A Assembléia deve ferver no período, o último antes da preguiça que anuncia o pequeno recesso do meio de ano.

Entre as polêmicas agendadas destacam-se as inconformes finanças do Estado, o fundo previdenciário dos deputados, a retenção de dinheiro destinado a prefeitura de Curitiba, a unificação dos vestibulares nas universidades estaduais e o escândalo Pavibrás.

Chega? Pois tem mais. No caso da Pavibrás a oposição vai colocar pimenta malagueta no angu da quinta-feira. Vai estender as dúvidas sobre aditivos pagos à empreiteira pela Sanepar, aos aditivos proporcionados a mesma Pavibrás por outros órgãos, entre eles a Secretaria de Educação, regida pelo caçula Maurício.

Agora, as contas públicas de 2006. Os financistas do governo, Heron Arzua no comando, garantem que está tudo em ordem e que não houve transgressão da Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto isso, os financistas de fora do governo enxergam a maquiagem do balanço e o rombo nas contas públicas.

Vai entender uma coisa dessas. Quem imaginou que um financista fosse igual a um matemático, para quem dois mais dois é igual a quatro tem de tropeçar no seu próprio engano.

A divergência entre os técnicos das finanças públicas é apavorante. Coloca a todos nós, os leigos, diante da dúvida, a pior das dúvidas, nas circunstâncias. O que estão tentando esconder? É como se tendo adormecido nas mãos de mestres acordássemos com a constatação de que, mais uma vez, ficamos entregues a aprendizes de mágico.

Uma coisa é certa: contrariando o nosso anseio mais sincero, o Balanço das Contas do Estado não é, digamos, o teorema de Pitágoras.


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