Haja estômago | Fábio Campana

Haja estômago

A rapaziada palaciana tem mesmo estômago de avestruz. Os secretários de Requião ouvem de tudo e fazem de conta que não é para eles os impropérios e xingamentos que recebem do Duce.

O de Saúde, então, engole todas. Cláudio Xavier só reclama do vazamento dos puxões de orelha para a imprensa. De resto, declarou que recebe as reprovações públicas como incentivo ao trabalho.

Ontem se repetiram as cenas deprimentes na reunião do secretariado que durou mais de três horas. Além de molhar a turma, Requião falou, mais uma vez, sobre os perigos do capital monopolista e sobre a necessidade de combater a imprensa que o critica.

Seu raciocínio básico é mais que simplório, mas suficiente para encher a esquerda funcionária de convicções. Para Requião a crítica ao seu governo sempre será mal intencionada, porque ele acredita que sempre está com a razão, aliás, como mandou pichar nos muros da cidade.

Nada de novo, além de certa sensação de alívio do governador porque o governo de Lula vem por aí com obras e recursos que darão a impressão de que há governo nestas paragens. O R$ 1,2 bilhão do PAC vai movimentar a economia que se mostra saudável, principalmente onde a interferência do governo nativo é menor.

A reunião não resultou em solução nova para qualquer dos problemas crônicos do Paraná de Requião. Um esperto tentou vender a idéia de comparar Requião a Lula, mas o Duce cortou a onda. Percebeu que não pode brigar com quem lhe dá a mão.

De resto, a toada elogiosa do desempenho da família em cargos pomposos de superintendente do porto e de secretário de Educação. O que revela a enorme preocupação em preservar a grife familiar. Já o Cláudio Xavier ainda deve estar se enxugando.


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