Guerrilheiro Toddy | Fábio Campana

Guerrilheiro Toddy

No hemisfério sul Requião alardeia sua opção preferencial pelos pobres e seu horror ao imperialismo americano. No hemisfério norte a coisa muda. Requião não esconde arrepios de emoção ao visitar a Bolsa de Nova Iorque no papel de tutor da Copel, que lá negocia suas ações.

Aliás, o distinto leitor sabe quem colocou as ações da Copel na Bolsa de Nova Iorque? Pois foi o adversário favorito de Requião, o ex-governador Jaime Lerner, que o Duce elegeu como Dragão da Maldade para efeitos publicitários.

Na época, Requião afirmou que ao inscrever a Copel entre os papéis negociados em Nova Iorque, lerner preparava a privatização da Copel e sua entrega ao capital estrangeiro.

Outra. No mandato anterior de Requião, Paulo Pimentel era presidente da Copel. Organizou a visita do governador a Nova Iorque e à Bolsa para ajudar a mudar a imagem do Duce provinciano.

Naqueles tempos Requião adorava bravatear perante auditórios de esquerdas de gabinete a façanha de ter deixado um diplomata do Tio Sam aguardando por horas uma audiência quando era prefeito de Curitiba. Não se conhece outro ato antiimperialista do governador, embora os hidrófobos de sua assessoria jurem que ele combateu de armas nas mãos o inimigo pátrio e da América Latina..

Devem se referir ao período em que Requião, irrequieto vendedor de móveis na fronteira de Foz do Iguaçu, negociava com o governo de Stroessner a mobília que serviria aos altos funcionários de Itaipu no lado paraguaio. Ora, pois, historiadores palacianos juram que essa foi uma maneira de proteger interesses de Latino – América. Outros vêem nessa passagem a marca do guerrilheiro Toddy, como ficaria conhecido o Duce nos anos 60 e 70 na Boca Maldita. 


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