Direita volver | Fábio Campana

Direita volver

Hoje o governador Requião badala o sino do capital financeiro em Nova Iorque. Será ele, o bolivariano do Cangüiri, a estrela do Closing Bell.

A cerimônia é praxe na Bolsa de Valores de Wall Street. Vira e mexe os donos do capital especulativo convidam quem desejam adular para soar um discreto sino junto aos corretores. O ritual encerra o corre-corre de investidores e acionistas, pondo fim aos negócios oficiais.

Daí é só auê. Aplausos, champanha e tudo aquilo que só la plata pode comprar. O bajulado dá entrevistas, derrete-se diante das mesuras da imprensa internacional e instituições financeiras. Requião terá o que diz faltar aqui na terrinha: quem o bajule sem lhe onerar os bolsos.

Ora, tudo está bem, dirão as almas parvas, deixando ao léu a verdadeira homenageada: a Companhia Paranaense de Energia, de quem Requião roubou a cena.

Lá, ao lado do bolivariano do Cangüiri, estarão o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, e o diretor de finanças da companhia, Paulo Trompczynski. Informação pouco divulgada pelos hidrófobos da comunicação oficial, para não diminuir a estrela do chefe, que anda apagada.

Requião entende das coisas. Meteu-se pelos states para furtar-se de outra tediosa escolinha, hoje nas mãos do competente secretário da Fazenda Heron Arzua. Sabe que ninguém dará pela sua falta, como aconteceu na semana passada, quando Enio Verri dominou a cena.

Arzua vai deitar e rolar, pois conhece o Paraná melhor que o chefe. Se duvidar emplaca até manchetes positivas na “imprensa canalha”. Ora, se deu a volta no Tribunal de Contas, meia dúzia de jornalistas é moleza.

Requião cabular essa aula é o complicado. Pena que só autorizou o vice Orlando Pessuti a demitir o secretariado. Um equívoco grave, não concordam?


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