Bravatas | Fábio Campana

Bravatas

Só falta agora o governador Requião prometer a cura da AIDS. O resto ele garante que vai providenciar, mesmo que signifique recuar das posições que assumiu há pouco.

Difícil para o Duce do Cangüiri é convencer o distinto público de que suas afirmações são para valer. O paranaense anda cansado de ouvir a discurseira enfática que o tempo transforma em bravata vazia.

Uma coisa é certa, Requião trepidou. O que é a natureza e uma pesquisa com índices desastrosos de rejeição. O homem ficou uma arara quando viu o fracasso de sua trajetória final estampado em menos de 17% de aprovação pessoal.

Primeira providência: encontrar os culpados pelo desastre. Dispensou a camarilha de apocalípticos e resolveu ouvir a turma do bom senso, que lhe fez ver que a agressividade gratuita o levaria ao fundo do poço. Sem volta.

Ouviu Renato Adur, presidente do PMDB, com quem não falava há meses. Ouviu deputados da linha branda. Mudou de tática na tentativa de recuperar os seus índices pessoais que desceram a padrões malufistas. Pasmem. Até o governo tem imagem melhor que a do Duce do Cangüiri.

Aumentou os salários dos professores, elevou a participação do Judiciário e do Ministério Público na arrecadação, prometeu curso de medicina para Ponta Grossa e segurança policial para Londrina. Por aí vai. Na outra ponta tenta abafar todos os escândalos que pipocaram nos últimos meses e que muito ajudaram a manchar sua imagem de honestidade.

Ainda há problemas que provocam contínuo desgaste. O serviço de Saúde tornou-se indigesto para toda a sociedade paranaense e passou a ser emblemático da incapacidade gerencial do governo, que não consegue arrumar um dinheirinho a mais para comprar remédios para o tratamento de doenças excepcionais.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*