Botto em Palácio | Fábio Campana

Botto em Palácio

Imaginem o Sérgio Botto de Lacerda acompanhado de Roberto Requião entrando na reunião do secretariado. Aconteceu. Teve desafeto do ex-Procurador Geral que quis se jogar pela janela.

Ora, pois, é de babar na gravata o ódio que alguns protagonistas do governo dedicam ao Botto de Lacerda. Até, porque, eles sabem que Requião considera o Botto uma reserva de inteligência e competência que poderia colocar o seu governo em ordem.

Isso significaria, é óbvio, a demissão imediata dos incompetentes, dos nulos, dos corruptos, dos áulicos que não conseguem conter emoções, dos responsáveis pela boataria apocalíptica, dos loucos, dos insanos e todos os demais que não se recomenda que um governo abrigue em excesso.

Ainda não foi desta vez. Afinal, a idéia de limpeza do governo defendida por Botto de Lacerda é tão radical que provocaria o esvaziamento dos escalões superiores. Mas bem que Requião considera a hipótese, para desespero da esquerda funcionária.

Pois bem, como ainda não levou o Botto para arrumar o governo, o governador adotou o modo “requianito paz e amor” que o socorre quando as pesquisas indicam que despencou nas tabelas. Hoje, saibam todos, Requião não consegue fazer sucesso nem mesmo nas pesquisas do Datacunhada.

E não será fácil recuperar ao menos o que tinha quando quase perdeu a eleição para Osmar Dias. Depois disso, conseguiu feitos extraordinárias, como impedir os enfermos de doenças especiais de acesso aos remédios que o Estado deveria fornecer. E deixou entrever, pela pequena fresta de sua própria irritação, as entranhas do governo que produzem escândalos como os da Ceasa, da Secretaria do Trabalho, da Sanepar e assim por diante, na interminável crônica do desgoverno.


Um comentário

  1. ALBERTO MELO VIANA
    quinta-feira, 5 de julho de 2007 – 22:34 hs

    COITADO DO REQUIÃO. TANTA INTELIGÊNCIA E CERCADO DE TANTA INCOMPETÊNCIA!!!

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