Bernardo na Defesa | Fábio Campana

Bernardo na Defesa

Experiência

Em Brasília, a demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, é tida como certa. Mas quem o substituirá? A lista de ministeriáveis vai de José Alencar, vice-presidente, ao paranaense Paulo Bernardo, ministro do Planejamento. Quando houve a paralisação das atividades dos controladores de vôo foi Bernardo quem negociou com eles.

Lealdade

 Mas setores paranaenses do PT desqualificam essa hipótese, de Paulo Bernardo assumir a pasta da Defesa. “Ele não é da área”, argumentam. Os petistas dizem que Lula não abriria mão do londrinense no Planejamento, onde trabalha lealmente desde o primeiro mandato.


Um comentário

  1. Cajucy Cajuman
    terça-feira, 24 de julho de 2007 – 10:22 hs

    Ilustre jornalista,

    Fazendo uma análise fria da situação que envolve a Pasta da Defesa, acredito que não convém ao ministro do Planejamento Paulo Bernardo, em trocar de ministério. Ele não trocaria o poder que tem hoje, para assumir um ministério em frangalhos e que vai demandar tempo e muito dinheiro para conserta-lo. Além de eventuais ocorrências que poderiam acontecer e indispô-lo com a opinião pública. Seria uma perda irreparável para o presidente Lula, nas atuais circunstâncias.

    Segundo, o presidente Lula, acredito, não abriria mão hoje do trabalho de Paulo Bernardo, no setor estratégico em que está e afinado com Luiz Inácio, para colocar um outro, que, eventualmente, não venha a ter a mesma afinidade. Além, é claro, da chiadeira do PT, numa eventual troca. Portanto, acho que Bernardo fica onde está.

    José Alencar que vem de vários tratamentos de saúde, também não acredito que tenha interesse, ou até condições físicas para assumir tamanha responsabilidade. A não ser que seja um mandato tampão. Curto e esperançoso que o governo mude, realmente alguma coisa, no caos aéreo. Sua saúde é frágil.

    Chanceler Celso Amorin é uma opção. Particularmente não acho que seria a melhor. No Ministério da Defesa precisa ser alguém de pulso firme. Ali não pode ser apenas um diplomata. Tem que ser alguém que imponha respeito e ordem e a toque de caixa. O tempo é exíguo e Lula precisa sair, urgente, dessa saia justa que se tornou à aviação nacional.

    Temos ainda, o ex-ministro do Supremo Nelson Jobim. Um homem competente, qualificado. Eu diria até, preparado para qualquer emergência. Porém, foi vetado. Não pelo governo. Mas pela sua esposa que afirmou, recentemente, que esse ministério é uma fria! E não deixa de ter razão, principalmente no ponto em que chegou…

    Quem sabe, em última instância, a medida paliativa seria mesmo, oferecer o Ministério da Defesa a Aldo Rebello, que aguarda sim, um chamamento do presidente Lula para fazer parte do primeiro escalão da República. Seria um presente de grego, porém, alguém tem que assumir a Pasta. O Brasil não pode esperar mais e precisa de uma solução emergencial para o caos estabelecido.

    Portanto, dos nomes que até agora foram citados esse é o quadro, salvo mudança de última hora. Aguardemos!
    Abs

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