Tudo o que Requião não quer que você saiba sobre o escândalo na Sanepar | Fábio Campana

Tudo o que Requião não quer que você saiba sobre o escândalo na Sanepar

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A safra de escândalos do governo Requião é fértil. Um deles envolve a Sanepar e a empresa Pavibrás. A Pavibrás venceu licitação no valor de R$ 69 milhões para executar obras no litoral. A empresa já recebeu R$ 113 milhões. Mas as obras ainda não foram concluídas. Rogério Distéfano conhece o problema. Por dentro. Foi diretor e conselheiro da Sanepar. Não faz muito tempo, foi exonerado. Desde então, decidiu abrir o jogo. Criou um blog (http://rogerio-distefano.blogspot.com), onde conta pouco a pouco o que sabe. Distéfano concedeu entrevista exclusiva aos jornalistas Fábio Campana e Marcio Renato dos Santos. Falou a respeito do caso Pavibrás. E revelou ainda o modus operandi da Sanepar. Para ele, a Sanepar exemplifica como funciona o governo Requião. “Um governo trágico”. Distéfano, advogado e procurador do Estado do Paraná, deve soltar o verbo na Assembléia Legislativa. Antes, ele oferece aos leitores de Idéias informações relevantes sobre os descaminhos do governo Requião. Por Fábio Campana e Marcio Renato dos Santos. 

ID: Por que o senhor decidiu falar sobre irregularidades na Sanepar?
RD: Pela experiência que tive neste governo, afirmo que a Sanepar é apenas um exemplo deste governo Requião. Governo este que defino como trágico.

ID: O governo Requião é trágico?
RD: É. Porque até hoje não vi nenhum projeto neste governo. Também não vi coordenação. Quando falo em controle, me refiro a uma preocupação mínima com a regularidade das coisas. No governo Requião as pessoas são escolhidas para os cargos devido a vínculos de amizade ou a outro tipo de interesse, e não devido à qualificação. Por isso, no meu entendimento, a Sanepar é apenas um exemplo muito sugestivo de como é o modus operandi deste governo.

ID: O senhor é procurador do Estado. Por que aceitou atuar na Sanepar?
RD: Não sou nem nunca fui Requião. Falei com o Requião umas duas ou três vezes na vida. O que sempre me cativou no Requião foi o fato dele romper com esse estilo curitibano de ser, da falsa cordialidade, de sufocar os conflitos. Mas, respondendo à pergunta, quem me levou para a Sanepar foi o então procurador-geral do Estado Sergio Botto de Lacerda.

ID: Como foi a sua temporada na Sanepar?
RD: Atuei como conselheiro e como diretor. Fui para a Sanepar e instalei uma diretoria. E fui mexer no ponto mais sensível da companhia de água: o ParanaSan, esse projeto de saneamento do litoral que conta com verbas de um banco japonês. O ParanaSan é uma herança maldita que existe desde a Era Lerner.

ID: Por que o ParanaSan é uma herança maldita?
RD: Pra começo de conversa, o ParanaSan foi instalado fora da Sanepar. Do ponto de vista estrutural de uma empresa de saneamento, o ParanaSan tinha de ficar dentro da Sanepar. Não tem espaço? Conversa fiada. Arranja-se espaço. O ParanaSan, sendo uma gerência de projetos e controle de obras, tinha de estar conectado à diretoria de obras, mas ficou umbilicalmente ligado à diretoria da presidência. Pra quê? É uma interrogação que faço todos os dias. Em breve responderei. Publicamente.

ID: O senhor está insinuando que o ParanaSan é um equívoco desde a gênese?
RD: Não me convence o fato do ParanaSan ter sido instalado fora da Sanepar. Curiosa é a cultura do ParanaSan. Os gerentes, os supervisores e os engenheiros do ParanaSan tocam aquilo como se fosse uma província independente da Sanepar. Só se reportam, isso quando se reportam, ao presidente. Curioso também é o detalhe de que dentro do ParanaSan há trânsito livre e freqüente de empreiteiros.

ID: Então, como o senhor falou anteriormente, o ParanaSan não passa de uma herança maldita da Era Lerner?
RD: Herança maldita seria uma simplificação. É possível se livrar de uma herança. Mas a herança ficou. Os contratos entre a Sanepar e a ParanaSan foram feitos durante a Era Lerner. Tudo poderia ser corrigido sem traumas. Mas tudo ficou como estava. Então, se inicia o governo Requião. O ParanaSan tinha obras a serem feitas no litoral. E o que aconteceu? Houve retardamento no início das obras. Por quê? O IAP demorou para dar a licença ambiental. Pergunto: o governo não poderia agilizar o processo? E ainda: o contrato da Sanepar com a Pavibrás sempre foi suspeito.

ID: Por quê?
RD: O contrato da Pavibrás com a Sanepar começou amaldiçoado. Foi uma proposta muito baixa, irreal, fora da realidade do mercado. Falha de quem? Dos responsáveis pela licitação, ainda durante a Era Lerner. Alguém teria de observar que a proposta da Pavibrás era suspeita. As outras empresas, as concorrentes, questionaram a proposta da Pavibrás, houve recursos, tentativas de impugnação.

ID: Durante o governo Requião alguém tentou rever esse contrato, amaldiçoado como o senhor define, entre a Pavibrás e a Sanepar?
RD: Houve tentativas. Nenhuma vingou.

ID: Por quê?
RD: Haveria impacto brutal devido a um contrato de financiamento com o banco japonês JBIC. O governo teria de enfrentar uma batalha judicial interminável. Então, batalhou-se pela manutenção do contrato. E, agora, cabe um parêntesis. Pode?

ID: Pode sim.
RD: Sabe quem manda na Sanepar?

ID: Quem manda na Sanepar?
RD: A Sanepar é uma empresa controlada por um grupo. A Sanepar tem um estamento de altos profissionais que controlam a empresa.

ID: Quem, afinal, manda na Sanepar?
RD: Administradores, engenheiros, advogados. Não passa de 30 pessoas.

ID: E como essas 30 pessoas controlam a Sanepar?
RD: Usam uma técnica interessante. É a técnica de superstição do resolvido. Não se muda nada porque as coisas sempre funcionaram muito bem do jeito que estão.

ID: Essas 30 pessoas que controlam a Sanepar, naturalmente, são funcionários bem remunerados, não são?
RD: Essas pessoas explodiam a tabela salarial. Ocupam os chamados cargos estratégicos. Um dos gerentes tinha salário de R$ 15.000,00 (quinze mil reais). Mas preciso retomar algo que falei no início desta entrevista. A Sanepar é um exemplo do que é esse governo. Não tem projeto. Não tem controle. Não tem direção. Por quê? A diretoria se acomodou desde muito. Sabe desde quando a diretoria é a mesma? Desde a década de 1990. Quando eu estava na Sanepar, insistia: vamos reestruturar a diretoria. Mas não tinha retorno. Sequer encontrava o presidente da Sanepar.

ID: Por que o senhor não encontrava o presidente da Sanepar?
RD: O presidente da Sanepar é um nômade. O diretor financeiro é um daqueles homens de mesa limpa, sabe? Não tem nada em cima da mesa. Sou advogado. Não confio em quem tem a mesa limpa. Para mim, quanto mais esculhambada a mesa, melhor o profissional.

ID: A Sanepar não tem nada de bom?
RD: Qual foi o grande trabalho da Sanepar neste governo Requião?

ID: A Tarifa Social da Água?
RD: Grande coisa a Tarifa Social da Água. Duvido que alguém me mostre que a Sanepar ampliou a rede de água. Isso não me convence. Sabe por quê? Porque isso é obrigação da empresa. Agora vamos à Tarifa Social da Água. Que bacana. Que maravilhoso. Ganha votos? Claro que ganha. Mas quem paga a Tarifa Social da Água? O acionista privado. Perceba o absurdo: o governo não autorizou o reajuste da tarifa geral mas criou essa tarifa social. Atente para o problema: o governo, ao criar essa Tarifa Social da Água, tira do bolso do acionista privado, acionista esse que tem expectativa de remuneração do seu investimento. Isso é uma bomba. E vai estourar. Será mais uma herança. Mas nós vivemos de herança, não é mesmo?

ID: Voltando à Tarifa Social da Água…
RD: Tem outra coisa. É preciso dar um prêmio para quem inventou esse nome Tarifa Social da Água. Um segundo prêmio deve ser entregue para quem inventou aquele outro nome: Luz Fraterna. E um terceiro prêmio vai para quem criou o nome Leite das Crianças. Voltando à Sanepar, o que temos lá? Essa tal da Tarifa Social da Água. O que mais? Mais nada. E o que se esperava que tivesse na Sanepar? Gestão eficiente, dinâmica e criativa. Tem isso? Não. E sabe por quê? Podem até me processar, mas digo por que não tem gestão eficiente, dinâmica e criativa: porque o interesse da direção da Sanepar é deixar tudo como está. Se mexer em algo, desestrutura, provoca uma vibração no sistema e todos ficam perdidos. Falo isso por que cheguei lá fazendo exatamente o contrário: sugeri organização, controle e método. Não quiseram. De jeito nenhum. A Sanepar parece um diretório estudantil. A Sanepar parece a Presidência da UPE nos anos 60. Inclusive, o presidente é o mesmo. Na UPE a estudantada chegava, plantava os pés em cima das mesas, fazia uns planfletinhos, eventualmente apócrifos, e assim se tocava a coisa. Nas reuniões da Sanepar, eu sentava estrategicamente longe para não ser sufocado pela quantidade de bolachas que eram mastigadas enquanto os sujeitos falavam. Não se discutia nada na Sanepar. Era aquela coisa: o governador mandou.

ID: Esse é o lema a ser seguido neste governo?
RD: Exato. O governador mandou. Na Sanepar não existe uma diretoria que dialogue com o governador. Ninguém apresenta propostas. Ninguém questiona o governador. Dizem que o governador estimula o conflito. Dizem que o governador acredita que o conflito é uma forma dialética de trazer soluções. Balela. O governador estimula outro conflito, aquele conflito, aquele conflito em que um mata o outro. Mas precisa salientar uma coisa. Não vim aqui como aquele sujeito que foi abandonado pela mulher e só vê defeito nela. Não vou dizer que o grande culpado por tudo é o Roberto Requião. O Requião apenas agravou os problemas.

ID: Que problemas? Todos?
RD: Me refito à Sanepar. A Sanepar foi, é e sempre será uma autarquia fantasiada de sociedade anônima. Sabe por quê? Porque a gestão é autárquica. O governador escolhe o culpado. O governador coloca os caras. E mais. O governador enche a companhia de águas. A Sanepar está lotada de cabos eleitorais. Sabe como os assessores entram na Sanepar?

ID: Não. Como os assessores entram na Sanepar?
RD: Ilegalmente. Os assessores entram na Sanepar por meio de uma ilegalidade fantástica. Eu mesmo tive de engolir um assessor vindo da alta cúpula deste governo. Sabe como funciona? O sujeito é nomeado para um cargo de comissão na Casa Civil. Carguinho merreca, desses que recebem R$ 1.100,00 (mil e cem reais) por mês. Daí, o sujeito nem esquenta a cadeira na Casa Civil. Mesmo por que nem tem mais espaço na Casa Civil. Teria de fazer não sei quantos Palácios das Divisórias para abrigar os nomeados da Casa Civil. Mas voltando à ilegalidade. O sujeito é nomeado para um cargo na Casa Civil e, subitamente, é requisitado para atuar na Sanepar, na Copel, sei lá onde. Então, o sujeito chega na Sanepar e, dependendo do QI, é situado em determinado posto. Pode ganhar mais R$ 4.000,00 (quatro mil reais). Ou até mesmo R$ 9.000,00 (nove mil reais). Está cheio de gente assim na Sanepar. Numa tremenda ilegalidade. Assim funciona o governo do Paraná.


15 comentários

  1. Gelson Barbieri
    terça-feira, 12 de junho de 2007 – 16:02 hs

    meu Deus

  2. JOSE RODRIGO
    quarta-feira, 13 de junho de 2007 – 11:48 hs

    É o retrato triste de um estado quebrado, sem qualquer rumo e enrricando uns poucos barnabés…

  3. Portuga
    quarta-feira, 13 de junho de 2007 – 15:52 hs

    Coitadinho do acionista privado q tem o seu lucro diminuído -um poquinho só, é verdade- para q pessoas pobres possam beber àgua tratada e ter acesso a saneamento básico.
    Bárbaro, onde vamos parar? um dia desses professores de universidades públicas ainda dirão q as pessoas são mais importantes q aumentar o lucro do acionista.

  4. Portuga
    quarta-feira, 13 de junho de 2007 – 15:54 hs

    e o comentário acima naum quer, de maneira alguma, desqualificar a gravidade dasacusações.

  5. carlos barbosa
    quinta-feira, 14 de junho de 2007 – 13:03 hs

    Não é à toa o fato de o estado do Paraná ser tão insignificante política, economicamente e culturalmente…depois de uma herança maldita de um governo de inspiração neoliberal, uma administração caracterizada pela arrogância de um governador bufão, pela subserviência de puxa-sacos e pelo desrespeito à coisa pública. Uma tragédia!

  6. isabel
    quinta-feira, 14 de junho de 2007 – 15:10 hs

    Poderia ter feito alguma coisa quando estava lá. Que credibilidade tem um cara que nada fez, que criou e inchou os salários da sua diretoria? Que SEMPRE teve a sua mesa limpa, pois quem fazia os estudos e os pareceres eram seus advogados, exigindo apenas que sua assinatura fosse colocada ao final…. A Sanepar tem muitos vícios e falas, o Rogério também foi um grande erro.

  7. shirley
    sábado, 23 de junho de 2007 – 22:06 hs

    E o Requião tem que conviver com tantas heranças malditas do neoliberalismo… Justo ele que não gosta nem de centrismo…
    Não é a toa que o homem fique assim stressado…com razão…
    E ainda aguentar os que entram lá para tentar ajudar e não conseguem fazer nada e depois saem falando mal de quem ? do Governo Requião, é claro…
    Se voces não conseguem ajudar, parem de atrapalhar, por favor

  8. Fabricio
    domingo, 11 de novembro de 2007 – 17:05 hs

    Meu Deus,nunca vi um texto tão mal escrito.

    As primeiras 5 frases poderiam ser escritas numa só….

  9. Corrupião Corrupto
    segunda-feira, 12 de novembro de 2007 – 9:59 hs

    Esse Fabrício deve ser amiguinho do Requião… se não for o próprio

    Isso Fabrício vamos bater palminhas e garantir o carguinho…

  10. Rosângela Sicuro
    terça-feira, 8 de abril de 2008 – 23:29 hs

    Por favor me ajude…

  11. Rosângela Sicuro
    terça-feira, 8 de abril de 2008 – 23:50 hs

    No dia 5 de outubro de 2007, eu e minha família fomos atacados por um “senhor”. Vi minha família desmoronar, meu marido foi acusado de ter planejado o “acidente”, eu de ter recebido dinheiro no local, e mesmo depois de 5 longos meses e do “senhor” ter sido localizado e detido. Agora começam a me atacar dizendo que estou mentindo. Recebi vários jornalista em minha casa e a eles relatei que eu mesma fazia todo serviço da casa. Sempre saí nunca me escondi. Hoje eu e minha família tentamos superar o trauma e continuar, apesar das ameaças que sofremos, mas não tem sido fácil. Por favor nos ajude…

  12. Eduardo
    quarta-feira, 18 de junho de 2008 – 10:33 hs

    …é lamentável …bom, seria hipocresia dizer que é novidade, ainda mais se tratando da atual administração!! vergonha!!

  13. quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 – 2:26 hs

    Não obstante das maracutaias que envolvem o poder judiciário, é a incompetência e acordos de juízes com advogados da Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar.
    Funcionários demitidos por justa causa desta empresa buscam junto a este egrégio tribunal, a verdade dos fatos e sua reintegração ao trabalho.
    Mas o que acontece de fato é o favorecimento de sentenças, onde o poder desta empresa impera nas malhas da justiça do trabalho, onde sentenças são dadas a revelia sem o mínimo de sensibilidade e conhecimento dos fatos.
    Advogados que prestam serviços de consultoria na Sanepar, têm parentes dentro do tribunal que influenciam as sentenças.
    Vários funcionários da Sanepar foram demitidos por justa causa nestes últimos quatro anos, por perseguição política, onde estes eram contra o governo Requianista, armações foram feitas burlando documentos onde com certeza inocentaria inúmeros funcionários.
    Mas infelizmente o que impera é o poder, engenheiros, funcionários de baixo escalão foram demitidos por mero capricho de alguns diretores puxa sacos do REQUIÃO.
    Quando em auditorias realizadas em documentos que comprovariam a inocência destes trabalhadores foram ocultados e alterados.
    Vários colegas de trabalho destes PAIS de famílias que foram demitidos injustamente foram categoricamente proibidos de ser testemunha de seus colegas, se fossem seriam punidos com a mesma intensidade, JUSTA CAUSA INVENTADA.
    Este procedimento é que alguns funcionários incompetentes da Sanepar que são nomeados por diretores para auditorias sabem muito bem fazer (JUSTA CAUSA INVENTADA) estes são doutores neste assunto.
    Por exemplo, o caso de União da Vitória ( uso do FGTS para reparação de danos em moradia), onde foi aplicada a lei somente as pessoas que tinham uma opinião formada sobre a política paranaense, e foram demitidos por JUSTA CAUSA, e o restante eram apadrinhados de diretores da Sanepar onde caiu no esquecimento e aplica-se aquele velho ditado;
    “PARA OS INIMIGOS A LEI; PARA OS AMIGOS OS FAVORES DA LEI”
    E o caso do engenheiro Marcelo Cavalcanti Fortes, este aplicou o que mandava as normas da Sanepar, mas foi demitido por justa causa porque não favoreceu um apadrinhado do Requião.
    E outro lado da moeda o engenheiro Marcos Cenovizc, demitido por justa causa comprovada e foi reintegrado na empresa após o Requião ganhar as eleições? Muito estranho. Cadê a justiça federal que não vê isto?
    E o caso do engenheiro Carlos Henrique Gobbo, demitido sumariamente após 30 anos de serviços prestados a Sanepar.
    Estas e outras aberrações de demissões fraudulentas, onde acordos com advogados da Sanepar e a justiça do trabalho, troca de juízes periodicamente para acompanhamento dos processos, substabelecimento de advogados da Sanepar para ganhar prazos usando este artifício para enganar o trabalhador.
    Acho que deve ter uma intervenção em todos os processos julgados ou não pela corte suprema da justiça, para revisão de todas as sentenças proferidas, isto seria mais digno e transparente para todos aqueles que foram injustiçados.
    MAS DUVIDO.

  14. CARLOS MACIEL
    sábado, 14 de março de 2009 – 15:53 hs

    Concordo plenamente na colocação do Mateus, tenho um conhecido que foi demitido por justa causa da Sanepar após 30 anos de dedicação, por pura perseguição política, este era desafeto do então diretor Domingos Budel.
    Domingos Budel já foi demitido da Sanepar por justa causa a vários anos atrás, mas foi reintegrado ao quadro de funcionários após acordo político, recebendo uma indenização que da inveja a qualquer milionário, dando um furo ao caixa da Sanepar,isto é uma verdadeira injustiça e uma vergonha.
    Este (DOMINGOS BUDEL) formou uma comissão para incriminar este funcionário por ato ilícito, que jamais houve.
    Houve sim por parte do Domingos Budel desvios de verbas de inúmeras obras dentre uma delas obra do PASSAUNA, mas infelizmente ele deve ter um padrinho muito influente que fez vistas grossas na roubalheira deste bandido.
    Outro fato que deve ser investigado pela justiça federal é as sentenças infundadas pelo tribunal do trabalho 9ª região a vários ex-funcionários demitidos por justa causa da Sanepar. Esta sendo feita uma investigação particular no sentido de averiguar parentescos de juizes com empresas contratadas pela sanepar para consultoria jurídica onde proprietários destas são parentes de juizes, desta forma beneficiando a Sanepar em sentenças, isto é um caso que deve ser sumariamente averiguado pelos órgãos jurídicos competentes do Brasil.
    Será que o excelentíssimo governador do estado do Paraná Roberto Requião de Mello e Silva sabe destes fatos, ele como homem que se diz tão ponderado em suas decisões, deveria rever todos os processos julgados ou não, chamar todos que foram demitidos para uma avaliação de situações adversas, esses inúmeros funcionários demitidos por justa tinham em media 28 anos de trabalhos dedicados e prestes a se aposentarem pela Sanepar, seria realmente uma saída MAJESTOSA do governo, colocar a limpo todas as situações de impunidades. E culpar os devaneios de puxa sacos de diretores da Sanepar
    Muitos devem estar se perguntando do meu interesse de fazer estas denuncias, pois digo, no Brasil existe um corporativismo imenso e varias situações de impunidade como nosso amigo Mateus comentou;
    PARA OS AMIGOS OS FAVORES DA LEI
    AOS INIMIGOS OU PESSOAS QUE TENHAM SUAS OPINIÕES FORMADAS A LEI.
    Desta forma a situação deste meu amigo e de seus companheiros injustiçados a qual conheci, alguns são casos desesperadores e muito triste, vários destes funcionários não conseguiram uma colocação no mercado de trabalho pelo fato de serem demitidos por justa causa, venderam quase todos os seus bens adquiridos com muito suor para se poderem se manter nestes últimos anos perderam seus planos de saúde e suas rescisões trabalhistas, e muitos deles passam por problemas psicológicos, muitos se separaram de suas esposas e alguns deles já faleceram por melancolia e tristeza.
    Por isso faço um apelo ao excelentíssimo Governador do estado do Paraná, faça se justiça, reveja todos os processos trabalhista julgados ou não desde seu primeiro mandato nestes últimos 6 anos, acredito que estes ex funcionários tem muito a contar a sua excelência, estes sabem e tem provas de absurdos cometidos dentro da Sanepar, creia nisto, e use sua inteligência, vossa excelência não tem idéia de como foi enganado por vários diretores e funcionários corruptos da Sanepar.
    Tenham um excelente final de semana, e que a justiça seja feita.

  15. Domingos José Budel
    terça-feira, 16 de junho de 2009 – 1:50 hs

    Em tempo, Sr. Carlos Maciel, se é seu verdadeiro nome, pois você tem usado os mais diversos pseudônimos nas diversas ocasiões em que tem me acusado. Com mais de trinta anos de trabalho na Sanepar jamais tive uma advertência e muito menos fui demitido, vivo e sempre vivi do meu salário e meus bens como também meu sigilo fiscal está e sempre estiveram disponíveis para qualquer análise caso fôssem necessárias no período em que fui diretor da empresa, cargo que deixei por incompatibilidades com a gestão atual. Continuo a lhe desafiar para que formalize as denúncias junto aos orgãos competentes, deixe de ser covarde e se esconder no anonimato, e responderá formalmente pelas suas atitudes e denúncias.

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