Tudo como está | Fábio Campana

Tudo como está

Ontem, Requião deu claríssimas demonstrações de que gostaria de mudar muita gente no seu secretariado. Disse a quem quisesse ouvir suas queixas sobre o mau funcionamento de algumas áreas.

Não é novidade. Desde o final do ano passado ele fala em substituir alguns secretários. Na lista dos defenestráveis, certos nomes têm lugar cativo e nem por isso se dão por achados.

Cláudio Xavier, da Saúde, é um deles. Esta é uma área muito sensível e os sucessivos problemas enfrentados no setor tem provocado boa taxa de desgaste ao governo. Para enumerar três: a crise dos remédios para doenças especiais, a precariedade do funcionamento de hospitais e postos de saúde, e a reivindicação de jornada reduzida dos funcionários.

Outro é Raska Rodrigues, do Meio Ambiente. Volta e meia o noticiário dedica bom espaço para o desgoverno na área. Virou chacota. Tem gente perguntando ao governador se a proibição de missa no Anhangava é para não incomodar as pedreiras que funcionam com permissão do IAP.

Há outros tantos no rol do governador. Mas ninguém mais acredita que ele seja capaz de mudar, pois não é essa a tradição da casa. Na história de Requião não há registro de que tenha demitido alguém de forma direta. Requião prefere a fritura até que o cidadão se decida a largar o osso.

O dilema de Requião é saber que se ele não está satisfeito com o desempenho de alguns secretários, muito menos o distinto público, que muitas vezes é obrigado a enfrentar a fila da burocracia e da ineficiência para garantir um serviço público.

Assim, vamos de valsa, ou melhor, de marchinha. O governador não se encoraja a demitir, e ninguém da turma se encoraja a deixar a boca.


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