Não tem remédio | Fábio Campana

Não tem remédio

 Diz o deputado Jocelito Canto que “este governo não tem remédio”. Verdade em todos os sentidos. Que o digam os enfermos paranaenses que dependem da Secretaria de Saúde Pública.

 Mas o Ministério Público de Ponta Grossa perdeu a paciência. Cansou de exigir providências do secretário Cláudio Xavier e resolveu apelar para instâncias superiores.

O governo caminha sobre a lâmina da faca há tempo demais. Agora, resvalou. Terá que abrir a caixa preta da secretaria estadual da Saúde, e dividir com auditores federais os mesmos documentos que provocaram no governador Requião a afirmação que haveria uma “máfia” atuando na distribuição de medicamentos excepcionais.

Ontem, o promotor Fuad Faraj, da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública de Ponta Grossa, pediu ao Serviço de Auditoria do Ministério da Saúde que investigue o Paraná. Por quê? Perdeu a paciência.

O documento redigido por Fuad ressoa. “Embora sejam várias as versões da secretaria Estadual de Saúde para justificar a violação de direitos fundamentais constitucionais assegurados, o fato é que até o presente momento tais desculpas ou alegações apresentam-se meramente como uma cortina de fumaça que vem escondendo as verdadeiras caudas desse caos”, escreve o promotor.

Fuad diz mais: “o que se vê nesse Estado do Paraná hoje são milhares pessoas desassistidas e abandonadas pelo estado, que em razão do desabastecimento e da ausência de regularidade na dispensação de medicamentos, estão sujeitas a morrer ou ter graves seqüelas decorrentes de suas enfermidades”.

E agora, Xavier? Ao cair da noite, a promessa feita aos deputados da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, que no mês de julho a distribuição dos medicamentos estaria regularizada, precisa estar de pé. Amanhã é domingo. Dia primeiro de julho.


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