"Mau-mau" | Fábio Campana

“Mau-mau”

A tigrada skinhead do PMDB nativo não se satisfaz com a humilhação imposta ao deputado Reinhold Stephanes Junior. Quer o expurgo do moço.

Stephanes votou a favor da Comissão Especial de Investigação dos gastos do governo com propaganda e por isso provocou a ira dos governistas que não toleram uma investigação de gastos.

Diante da sangria desatada no governo com a simples ameaça de revisão das contas oficiais, Stephanes Junior se retratou, pediu desculpas, prometeu não repetir o gesto de votar contra a orientação do líder da bancada.

A tranqüilidade nos arraiais de Requião parecia restabelecida. Qual o que. Os esforços de Alexandre Curi, Renato Adur e do próprio líder Romanelli para voltar à harmonia interna e manter a maioria na Assembléia trombaram com a determinação squadrista dos fanáticos do Apocalipse de Maurício Requião.

Se depender dessa tigrada, tudo vira guerra, pois não admite outra opinião que não seja a própria. Ela sabe que a sobrevivência do time depende de manter os segredos de uso da máquina muito bem guardados.

O PMDB é partido de massas, formado por várias correntes que são majoritárias em relação ao grupelho confessional que impõe sua vontade à base da borduna emprestada do líder Roberto Requião. 

A seita dos “Mau-Mau”, como é conhecida no PMDB em alusão à liderança de dois Maurícios, Requião e Xavier, pelo seu estilo próprio, pela sua inquietação e impaciência características, pouco tem a ver com a maneira de ser da absoluta maioria dos militantes do PMDB.

Na verdade, é seita típica da pequena burguesia em alpinismo social, recheada de militantes que vivem da agitação e dos cargos em comissão, protegida pelo parentesco e identificada com o que há de mais fascistóide na política nativa. No fundo, apenas skinheads, pelo método e pela ignorância.


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