De chapéu na mão | Fábio Campana

De chapéu na mão

Ontem, em Brasília, o governador Requião e sua troupe interromperam a visitação aos senadores para fazer um balanço da empreitada pela salvação do caixa do Estado.

A melhor notícia para os aflitos da banda de Requião foi a de que José Antonio Dias Tofolli, advogado geral da União, deu parecer favorável a proposta do Paraná.

Mas nem todos concordam com a solução inteligente criada pelo senador Osmar Dias, da oposição, para resolver o estouro de caixa do governo Requião. Há pedras no caminho e não são de somenos.

A Procuradoria da Secretaria do Tesouro Nacional deu parecer contrário. Não concorda com a solução paranaense que significa simplesmente transferir para a o governo federal o rombo estadual.
Não há má vontade política nessa avaliação. Os técnicos do Tesouro temem que a benevolência com o governo do Paraná abra brecha para outros devedores que passaram a rondar o Palácio do Planalto para obter a mesma benesse.

Na lista de encalacrados estão os governadores Sérgio Cabral, do Rio, Aécio Neves, de Minas, e Ieda Crusius, do Rio Grande do Sul. Se o governo federal se considerar obrigado a resolver a insolvência desses estados, não vai dar colher de chá para o Paraná.

Até porque o rombo de caixa do Paraná não resulta apenas do pagamento das multas ao Tesouro Nacional. O que houve foi enorme gastança em 2006 e para não fechar o balanço com restos a pagar, o governo Requião colocou como créditos a receber R$ 170 milhões da devolução das multas dos títulos podres, explica o deputado Reni Pereira.

Ora, se não ainda há decisão sobre o assunto, o que o governo Requião fez foi burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Crime de improbidade que pode custar o mandato do moço, daí a sangria desatada e essa expedição a Brasília.


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