Bola da vez | Fábio Campana

Bola da vez

Para os círculos de fanáticos do Apocalipse que integram o governo Requião, a bola da vez é o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro. 

A tigrada Mau-Mau acredita, em sua profunda insanidade, que Iatauro é um bastião das idéias e das práticas da direita nativa, com o agravante de influenciar decisões do chefe supremo.
  
Em jogo, interesses que não são de somenos. O governo vive hoje uma guerra interna entre grupos que disputam a hegemonia e o controle de setores vitais. Os mais afoitos, nessa briga, são exatamente os que demonstram menor capacidade para conduzir o andor.
  
Agora, vejamos. O santo é de barro e o governador Requião deve a Rafael Iatauro, Hermas Brandão, Alexandre Curi, Nelson Justus e outros dessa catadura a estabilidade que encontrou nas relações com o Legislativo e o Judiciário. Não é pouco. Mas isto não cabe na cabeça dos squadristas de plantão.
  
Não é sem razão que o tiroteio se voltou contra Iatauro e Hermas Brandão, procurando identificá-los com iniciativas de gente lotada, por exemplo, na Secretaria do Trabalho. Balelas. Mas é assim que a tigrada age e não aprendeu outra maneira de atuar.
  
Depois de Botto de Lacerda e de Heron Arzua, seria a vez de Rafael Iatauro, para que as rédeas da condução política, jurídica e financeira do Estado sejam controladas pelo grupelho de insaciáveis que já controla diretamente secretarias fundamentais da área social, como as de Educação, Saúde e Meio-Ambiente.

Nesta confusão de pêlos, garras e maus modos, a composição política do secretariado aderna perceptivelmente para a incompetência. E de pouco servem o apelo e a carraspana do governador para que todos tenham mais compostura e se respeitem. Esta disputa interna não terminará nunca e só não extravasa porque há áreas que se escondem em visível protecionismo doméstico.


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