A carta de Jozélia | Fábio Campana

A carta de Jozélia

Caro Fábio
Devido ao tempo (integral) que dedico ao trabalho na PGE em prol dos interesses do Estado do Paraná, somente agora tomei conhecimento do conteúdo de sua coluna de hoje (27.06), na qual consta inverídica notícia de críticas sobre o trabalho do gabinete que me antecedeu na PGE, com relação à defesa do Estado. Antes de mais nada é preciso esclarecer duas coisas.
(1) Sou Procuradora do Estado há 17 anos e funcionária pública há 25 anos. Sempre me dediquei seriamente ao meu trabalho nesses anos todos, sem qualquer vinculação partidária. Dessa forma, como defendo os interesses do Estado, e não dos governos, minha atuação técnica permite que permaneça atuando na PGE independentemente dos governantes que são eleitos para exercer a importante missão de governar o Estado.
(2) Para o cargo de Procuradora Geral do Estado fui indicada pelo Dr. Sérgio Botto de Lacerda, que me antecedeu, e com quem tive a grata satisfação de trabalhar por mais de quatro anos. Nesse período em que atuei no Gabinete da PGE como Assessora do Dr. Botto de Lacerda, me deparei com um Procurador (de carreira) de incomparável competência na atuação jurídica, política e na consultoria administrativa. Esses atributos do Dr. Botto acabaram por despertar em muitos uma doentia inveja, e uma desgastante atitude destrutiva, própria de quem não consegue conviver com quem brilha um pouco mais (porque todos são competentes e capazes), e própria de quem não se dedica ao trabalho sério, posto que se o fizesse não teria tempo para inventar tanta mentira e tanta fofoca, fomentando a discórdia entre os seus pares, como a veiculada na matéria ora impugnada.
Venho por meio desta desmentir a notícia de que eu teria criticado a atuação do Gabinete que me antecedeu, até porque dele fiz parte como Assessora Técnica do Dr.Botto e não raras vezes opinei em situações, elaborei pareceres e petições em ações judiciais, participando ativamente das decisões tomadas em prol do interesse público e visando a defesa dos interesses do Estado. Também não é verdadeira a informação de que o Governador tivesse criticado a atuação do Dr. Sérgio Botto de Lacerda e duvidado de sua competência, ou que sobre isso tivesse feito algum comentário em reuniões particulares ou públicas das quais participei.
Não são verdadeiras as informações de que eu estaria estudando “novas medidas contra o Governo Lerner, de que as ações intentadas são frágeis ou mal elaboradas, de que faltou conhecimento jurídico, bancário ou financeiro”. Todos os Procuradores do Estado que atuaram e atuam nas ações, assim como é o caso do Dr. Botto e o meu também, são concursados, altamente preparados e competentes, e todas as medidas administrativas e judiciais tomadas em prol do interesse público foram sempre muito bem elaboradas, estudadas e preparadas de acordo com o direito e a melhor doutrina. O sucesso das ações  judiciais pode ser constatado em milhares de decisões judiciais favoráveis ao Estado, que sequer foram consideradas na matéria, ou por quem a concebeu. Se nem sempre o Estado vence todas as ações é porque quem julga (o Judiciário) pode ter outra interpretação sobre o fato, o que é próprio do Estado Democrático de Direito.
Concluo que, como o jornalista que escreveu a matéria não estava na reunião de segunda-feira passada, quem lhe passou a informação agiu de má-fé, no intuito de tumultuar a administração do atual governo, especialmente quanto aos envolvidos e no âmbito da PGE. Atitudes desnecessárias como essas nos fazem refletir como cidadãos que é preciso exigir mais dedicação do funcionário público para que não tenha tempo para inventar mentiras que não contribuem em nada para o interesse público e do povo paranaense.
Solicito a publicação dessa resposta em sua coluna como forma de garantir ao cidadão o acesso à verdade dos fatos, porque tenho certeza de que esse é o seu intento também, como jornalista sério e respeitado que é.”


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