Safra de maracutaia | Fábio Campana

Safra de maracutaia

Não é por falta de provas e farta documentação que a Assembléia Legislativa não instala CPIS para investigar a atual safra de falcatruas.

A Comissão de Fiscalização da Casa recebeu a missa inteira sobre o trânsito de verbas entre a Secretaria do Trabalho e certas ONGS e OSCIPS durante a gestão do Padre Roque.

Também recebeu material pedido pelo deputado Jocelito Canto sobre a Ambiental Paraná. Trata das negociatas com massas florestais herdadas da antiga Banestado Reflorestadora.

Chega? Pois tem mais. Há indício de superfaturamento até mesmo na construção de um parque temático em Itaipulândia. E isso é apenas o começo de uma larga fila de casos que deixa a moçada da oposição de cabelo em pé.

Mas o tempo da perplexidade passou. Sobra desalento. Como sempre, neste exato instante, o Paraná é obrigado a ser mero assistente de escândalos dos mais variados calibres de um governo que prova, a cada dia, a sua incapacidade.

Perdido na tempestade, prisioneiro das suas contradições e daquelas que impôs à política nativa, o governo é também prisioneiro das lutas intestinas que o dividem, entre aqueles que dentro dele, disputam nacos do poder.

Ou seja, os homens gastam tutano e massa cinzenta à procura dos mais refinados ardis para evitar que as investigações avancem e denominem os culpados. Enquanto isso o Paraná emborca.

Perplexidade? Um doloroso, turvo sentimento de impotência, este é o que cabe, enquanto a Assembléia não toma a iniciativa e vai fundo Com um ânimo desses não se prepara o futuro.

Que fazer? O certo, o inevitável, é que os políticos estão aí, sempre dispostos a nos punir, por nossas justas aspirações e por sua própria incompetência.


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