Pelas beiradas | Fábio Campana

Pelas beiradas

O PFL virou DEM, mas não mudou o estilo e a briga interna. A maioria no partido está disposta a apoiar a reeleição do prefeito tucano Beto Richa em Curitiba. 

Os liberais, agora democratas, não dão a mínima para as pretensões do doméstico Osmar Bertoldi, que anunciou que pretende disputar o cargo pela segunda vez. Na anterior não fez o suficiente para uma eleição de deputado. 

O deputado Abelardo Lupion, peso pesado no DEM, já disse que vai de Richa e não abre. Não vê porque as forças de centro a estibordo devam aventurar-se em Curitiba. Teme que o racha na frente que elegeu Richa e quase elegeu Osmar Dias possa facilitar a vida da candidata do PT, Gleisi Hoffmann.

Há sentido nesse raciocínio de Lupion. Não é o PMDB e sua troupe que preocupam tucanos, democratas, liberais e assemelhados. As pesquisas mostram que o enfrentamento será com o PT e, para evitar problemas, Beto Richa quer vencer no primeiro turno. 

Outro sinal de que o DEM vai de Beto Richa é a candidatura de Guilherme Guerra, filho de Alceni Guerra, a vereador de Curitiba. Guilherme não descola de Beto Richa. Sabe, tal qual o pai, o caminho das pedras para a primeira eleição. 

O PDT nativo também está disposto a apoiar Beto Richa. Até, porque, não tem candidato próprio habilitado para o confronto. O máximo que pode pretender é indicar o vice. Mas esta possibilidade é mais remota do que nunca. Luciano Ducci é o favorito de Richa, por mais que isso desgoste o senador Osmar Dias. 

É evidente que Beto Richa está costurando o apoio prévio de todas as forças políticas. Pelas beiradas, como se diz. Só não conseguiu sensibilizar o obstinado Rubens Bueno, do PPS, que vai para a enésima disputa majoritária sempre pensando na próxima.


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