Palácio das Divisórias | Fábio Campana

Palácio das Divisórias

Requião instalou-se confortavelmente em prédio novo do Centro Cívico, aquele que seria do Tribunal de Justiça e por muito tempo ficou embargado.

Gostou tanto de seu gabinete que decidiu trans-ferir para lá a sede do governo em caráter definitivo durante o seu mandato. Para manter a pompa e circuns-tância, deu ao antigo esqueleto um nome que lhe pare-ceu a altura, o de Palácio das Araucárias.

Não colou. O povo, em sua sabedoria, insiste em chamá-lo de Palácio das Divisórias, lembrança daquele destampatório do governador no dia de sua posse, quando desgostou das paredes e mandou derrubá-las, ao tempo em que passava reprimenda pública no secretário de Obras da época, Luís Caron, que agora cuida da re-forma do outro palácio, o verdadeiro, o Iguaçu.

Tudo bem, como costumam repetir as almas parvas. Requião terá três anos, sete meses e quinze dias para fruir do conforto do novo palácio. Depois, a planí-cie. Desde já, uma penca graúda de políticos imagina tomar o seu lugar nas eleições de 2010.

Queira ou não Requião, o processo para sucedê-lo no cargo corre solto no Paraná. Há, no mínimo, sete candidatos em campanha aberta que, segundo os analis-tas de plantão no Centro Cívico, podem ser levados a sério pelas suas potencialidades políticas e eleitorais.

Resumo do elenco: do PMDB, Orlando Pessuti e Luís Cláudio Romanelli confessam as suas intenções, mesmo que isso estrague o humor do titular. No PT, o ministro Paulo Bernardo, que era candidato em 2006 e deixou de sê-lo a pedido do presidente Lula, se mexe. Do PSDB, teremos Beto Richa e Alvaro Dias disputando a pole. Sem esquecer Osmar Dias, do PDT, e o obstinado Rubens Bueno, do PPS.

A eleição está distante, mas a sensação geral é a de que o governo caminha para o seu final. Talvez isso apresse a moçada que quer o lugar de Requião.


Um comentário

  1. José Antônio Rezzardi
    quarta-feira, 16 de maio de 2007 – 15:22 hs

    Sugestão ao governador Requião: Já que Palácio das Araucárias não pegou, que tal rebatizá-lo com o nome de Palácio das Divisórias de Araucárias? Penso que o povo assimilaria com mais facilidade, não também caro Fábio?

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