O show e a claque | Fábio Campana

O show e a claque

      Hoje é dia de escolinha, o talk-show do Requião que o genial humorista Solda acaba de batizar de “Terça insana do velhinho maluquinho”.

      Ora, pois, hoje não teremos a rotineira exposição dos sucessos alcançados pelo governo segundo a versão do próprio governo. A maior parte do tempo será do professor Emir Sader, o convidado especial.

     Na véspera de sua palestra na escolinha de Requião, o professor Emir Sader defendeu em seu blog a Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) com frases do tipo:

     “Um grande exemplo do comércio justo”. “A integração estrutural e estratégica entre países na direção do anticapitalismo e do socialismo do século XXI”.

     E hoje, dirá o quê? O mesmo e mais a sua concepção sobre a revolução brasileira para os freqüentadores compulsórios do programa.

     De resto, aguarda-se mais uma invectiva de Requião contra seus desafetos de ocasião, destacando-se o senador Osmar Dias, que por pouco, muito pouco, não o apeou do poder no ano passado.

      E há de sobrar um tempinho para o proselitismo sobre o próprio governo, ou estaria descaracterizada a escolinha, que foi criada exatamente para dar a Requião e sua troupe a oportunidade de falar bem de si mesmo e mal dos adversários.

      Assim caminha a humanidade. O Paraná obedece a uma rigorosa dieta de mentiras há bastante tempo, ministrada à maioria ignara pelos detentores do poder e por aqueles que no poder os sustentam.

     Ocorre que nos últimos meses as mentiras cresceram em volume e passaram a ser pronunciadas com especial arrogância, para engordar uma retórica ufanista que deslumbra a moçada da esquerda funcionária (bibliotecária, comissária de bordo, inspetora de ensino e coisas tais) que se compraz no papel de claque.   

[Publicado originalmente me O Estado do Paraná]


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