Lencóis limpos | Fábio Campana

Lencóis limpos

O Paraná está cada vez mais doente. No físico e na alma. A doença é antiga, mas nunca foi tão grave, mesmo porque o enfermo se acreditava são.

Agora, qualquer um percebe que o Paraná está muito mal. No entanto, se o diagnóstico ficou fácil, a receita é complexa e a possibilidade de cura bastante problemática.

Primeiro passo na tentativa de reverter o quadro: pôr o doente em lençóis limpos. Abrir de vez a caixa preta da Sanepar, o caixa dois da Ceasa, o imbróglio das ongs na Secretaria do Trabalho e todas as metástases que se espalharam pelo corpo do paciente.

Não é pouca coisa. Vira e mexe e pinta uma denúncia nova, acompanhada de farta documentação, porque há sempre um membro da legião de humilhados e ofendidos em todos os lugares do governo. Eles são os olhos da oposição. E o governo é pródigo em fabricar relatórios que são testemunhos contra si mesmo.

Assim caminha a humanidade nestas paragens meridionais. Agora, imaginem como estará o quadro político e institucional depois das eleições municipais do ano que vem, quando Requião começará suas despedidas do poder estadual.

O certo é que nem a turma do PMDB consegue se entender, o que não deixa de ser outro sinal de deterioração rápida. Exemplo: ontem, na rádio Humaitá, de Campo Mourão, o deputado estadual do PMDB, Reinhold Stephanes Júnior, pediu a cabeça do secretário de Comunicação, Airton Pisseti, também do PMDB.

Terrível foram os termos utilizados. O mais ameno do que disse Stephanes foi que se Pisseti tivesse um mínimo de dignidade já teria pedido demissão. Ora, pois, assim fica evidente que o atual governo não precisa fazer tantos adversários, pois tem inimigos suficientes em suas próprias fileiras.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*