A Assembléia e o povo | Fábio Campana

A Assembléia e o povo

Requião et caterva têm idéias bastante peculiares a respeito do Paraná que administram e dos humores das massas, em geral.

Para essa turma montada no poder o povo é sempre aquele, bom, paciente, ordeiro – cordial em suma. Ou muito respeitador, como gostam os que estão investidos de autoridade.

Diz um agregado palaciano que se a imprensa ficar quieta e a oposição for domesticada, tudo correrá sem tropeços e sem indagações sobre questões incomodas, como o pagamento de aditivos para empreiteiras e contratação das ONGS e OSCIPS da turma.

Tudo ficará em “segredo de Estado”, inclusive o gasto com viagens e mordomias que fazem a alegria da rapaziada que embarcou para a França e o Japão, com direito a escala na Alemanha.

Ora, pois, é por isso que passou a ser de extraordinária importância, nestes tempos bicudos, o comportamento dos tribunais, dos juízes, do ministério público. Mais importante ainda será o comportamento da Assembléia Legislativa, dos deputados estaduais recém empossados que podem mudar de vez a fisionomia da política nativa.

A Assembléia representa o povo, os cidadãos, e para não frustrá-los, o que precisa fazer agora não é muito. Basta que retome com firmeza, em nome dos seus representados, atribuições que só podem ser suas (e da justiça), em matéria financeira, fiscal, política ou administrativa.

Basta que tome a coragem de investigar todas essas denúncias de corrupção que amarguram uma sociedade inteira indignada com a notícia diária do desgoverno. Para o bem de todos e felicidade geral da Nação, é conveniente que a sociedade civil encontre agora o amparo das instituições do Estado que a representam e que foram criadas para defendê-la. Pelo menos isso.


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