Alerta vermelho | Fábio Campana

Alerta vermelho

Acendeu o alerta vermelho no tugúrio dos marquetólogos de Requião e seu PMDB nativo. As últimas indicações de pesquisas não foram nada animadoras.

Em todas as camadas sociais, Requião colhe o consenso crescente de que é cada vez mais reduzida a sua capacidade de agir, ao sabor do pensamento pequeno-burguês, para liquidar a política como arte do enriquecimento ilícito.

Ficou evidente para a moçada que interpreta as pesquisas que os sucessivos escândalos envolvendo áreas do próprio governo desgastam também a imagem do governador.

O raciocínio do distinto público é simples e corre no fio da lógica. Das duas, uma. Se ele sabia, permitiu. Se não sabia é porque os seus controles não são infalíveis como dizia.

Requião procura retomar o comando do governo, mas a água sai pelo ladrão, no sentido de que as denúncias internas estimuladas pela disputa de espaço entre grupos do próprio governo ajudam a abrir rombos na credibilidade do chefe e da turma.

Não é sem razão que Luiz Cláudio Romanelli foi levado a estabelecer uma trégua geral com a oposição representada por Valdir Rossoni, na Assembléia Legislativa.

Pois a situação fica ainda mais difícil na medida em que por todos os poros do governo vazam informações que chegam às redações. A imprensa, ao contrário do que apregoam alguns, não cria os fatos, não os inventa, apenas os registra por dever de ofício. Ainda que isso provoque engulhos nos que são flagrados em situações pouco recomendáveis.

A grande preocupação dos marquetólogos é a de que nessa toada o governo venha a cumprir magnificamente a imagem de Bernard Shaw neste mandato, da decadência atingida muito antes do apogeu. E nunca a queda achou inclinação tão abrupta.


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