Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.

Malandro amador

Guilherme Boulos: “O silêncio de Sérgio Moro diante do agravamento do caso Flávio Bolsonaro não é apenas constrangedor. É um fato político grave. O Ministério que dirige é responsável pelo Coaf. Deve explicações sobre as estranhas movimentações do filho do chefe”.
Augusto Nunes: “Guilherme Boulos, chefão do MTST, no Twitter, rezando para que o ministro Sergio Moro abandone o combate às organizações que criminosamente assassinam o direito de propriedade com invasões de imóveis para cuidar de “movimentações financeiras atípicas” ocorridas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro”.

Vida de delator: praia e cerveja

Noticia a coluna Radar que Marcelo Rzezinski, preso na operação Câmbio, Desligo, aquela que investiga doleiros do Rio de Janeiro, tem postado fotos no Facebook praticando kitesurf em Búzios e tomando cerveja com amigos. Vida boa e tranquila.
Marcelo Rzezinski teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas e a soltura determinada por Gilmar Mendes.

(Foto: Google/Reprodução)

Conexão YouTube-urnas-China
e acusação de campanha ilegal

Luís Miranda é aquele rapaz que morava em Miami, ganhou popularidade no YouTube e se elegeu deputado federal.
Logo depois das eleições, o rapaz chegou a afirmar que estava arrependido da opção pela política e que preferia ter ficado em Miami, mas não largou o osso, continua deputado e viajou para a China com os colegas que ainda nem começaram o trabalho em Brasília – inclusive resolveu fazer vídeo sobre as maravilhas do hotel onde as excelências se hospedaram.
Pois, pois, essa controversa comitiva que tem dado muito pano pra manga,  amarga mais essa anotação no relatório: Luís Miranda está sendo acusado na Justiça Eleitoral por abuso na campanha, como por exemplo, sorteio de iPhones.
Na semana passada, Olavo de Carvalho chamou os deputados que viajaram para China de semianalfabetos e bando de caipiras.

O chega-pra-lá nas centrais sindicais

Nos primeiros dias do ano, seis centrais sindicais encaminharam uma carta a Bolsonaro na tentativa de abrir um canal de diálogo na formulação da proposta da reforma da Previdência.
O documento afirma a necessidade de colocar em processo de discussão e negociação todas as medidas que atinjam os trabalhadores e também critica as propostas liberais da equipe econômica.
O governo deu um chega-pra-lá e não abriu as portas para dialogar com os sindicatos, que tradicionalmente têm espaço nas negociações federais em assuntos desse tipo.
A equipe econômica continua concentrada em desatar nós de setores influentes, como por exemplo, o dos militares, que querem ficar de fora da reforma e dos servidores públicos, categoria capaz de forte pressão no Congresso.

Gleisi irritada com Moro

Outros trechos da delação de Antônio Palocci vieram a público. Eles se referiram à entrega de dinheiro vivo para Lula feito em caixas de uísque.
Gleisi Hoffmann não gostou e pelo Twitter disparou contra Moro: “A Polícia Federal de Sérgio Moro vazou velhas mentiras de Palocci. Só delação, zero prova! No caso Bolsonaro, depósitos na conta. E agora Moro?!”.

(Foto: Adriano Machado/Reuters)

 

Flavio Bolsonaro: R$ 4,2 mi em imóveis em 3 anos

Registros de cartórios mostram que o então deputado estadual e hoje senador eleito Flávio Bolsonaro adquiriu entre 2014 e 2017 dois apartamentos em bairros nobres do Rio de Janeiro, ao custo informado de R$ 4,2 milhões. Em parte das transações, o valor registrado pelos compradores e vendedores é menor do que aquele usado pela prefeitura para cobrança de impostos.
O período da aquisição dos imóveis é o mesmo em que o Coaf detectou movimentação de R$ 7 milhões nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, segundo reportagem do jornal O Globo publicada ontem.
A declaração de bens de Flávio Bolsonaro, quando entrou na vida pública em 2002, era um Gol 1.0.

(Foto: Alerj/Reprodução)

Moro não tem Twitter

Sergio Moro não tem Twitter.
Está a pensar se abre uma conta no microblog ou se continua a passar sem essa ocupação. O chefe mandou que os ministros usem o Twitter como ferramenta de trabalho.
Dos 21 ministros de Bolsonaro, apenas oito não utilizam a rede.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Fica Temer

A Coluna do Estadão noticia que os organizadores do Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã em Davos, enviaram e-mails convidando a imprensa para evento com Michel Temer, ao invés de Bolsonaro.
Na última sexta, foi a vez do Planalto trocar Bolsonaro por Temer na agenda oficial da Presidência.

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

 

Ratinho Jr descarta privatizar Copel e Sanepar

“A Copel e a Sanepar são intocáveis e não serão privatizadas em seu governo”, este é o resumo do pensamento de Ratinho Jr a respeito das duas empresas. A explicação: “A Copel e a Sanepar têm duas funções fundamentais: promover o desenvolvimento econômico e social do Paraná. Empresas com funções como essas, especialmente na área social, não devem ser passadas para a iniciativa privada, onde a visão financeira se sobrepõe a todas as outras”.
Os planos para as companhias: modernizar, aumentar a eficiência e reduzir custos.
No início desta semana, as ações da Sanepar atingiram seu maior valor histórico, com valorização de 5,88%. Enquanto as da Copel alcançaram o maior valor dos últimos 12 meses na bolsa brasileira e abriram com alta também na Bolsa de Valores de Nova York.

(Foto: ANPr)

A maldição de Davos

Histórico de presidentes brasileiros em Davos desaconselha ter muitas esperanças

por Mary Zaidan

O presidente Jair Bolsonaro e as duas estrelas de primeira grandeza de seu governo, Paulo Guedes e Sérgio Moro, devem anunciar planos de impacto no 49º Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, Suíça, a partir da terça-feira. Uma pauta liberal, contemplando privatizações e reformas de fundo, como a da Previdência, combate à violência, ao crime organizado e à corrupção. São projetos que o Brasil anseia conhecer, já que deles só se sabem generalidades ditas durante a campanha e nada mais. Mas o histórico de presidentes brasileiros em Davos desaconselha ter muitas esperanças entre o dito por lá e o feito por aqui.

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Bolsonaro será operado na próxima semana

Coluna do Estadão

O vice Hamilton Mourão vai assumir a presidência novamente na próxima semana quando Bolsonaro for submetido à cirurgia e enquanto estiver na UTI. Bolsonaro retoma o posto quando for para o quarto do hospital.

Luísa Canziani anuncia apoio a Ratinho Junior

“É um jovem disposto e competente, estarei à disposição para o que precisar, temos que respeitar os que têm mais idade e também aqueles que ainda não tem tanta experiência”, da deputada Luísa Canziani (PTB), em entrevista ao npdiario, ao anunciar apoio ao governo Ratinho Junior.

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Joice quer mudar data da posse

Painel, Folha de S. Paulo

A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que a mudança da data de posse do Executivo e do Legislativo será um dos primeiros projetos que apresentará assim que assumir, em fevereiro. Segundo ela, duas opções estão sendo estudadas: 15 de dezembro ou 5 de janeiro.

Atualmente, presidente, governadores e prefeitos tomam posse no dia 1º de janeiro. Joice também afirma que deputados e senadores devem assumir junto com o presidente. Ela também pretende extinguir o recesso de julho dos três Poderes.

‘Caso de Flávio Bolsonaro não tem nada a ver com o governo’, diz Mourão

G1

O caso envolvendo movimentações financeiras atípicas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz não é assunto do governo que começou em 1º janeiro, apesar de o parlamentar ser filho do presidente Jair Bolsonaro, avaliou neste domingo o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

“É preciso dizer que o caso Flávio Bolsonaro não tem nada a ver com o governo”, disse à Reuters Mourão, que assume interinamente a Presidência da República enquanto Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Para Mourão, é preciso aguardar o andamento dos fatos e investigações antes de se tirar conclusões.

E quando o Congresso se reunir?

Editorial, Estadão

A menos de duas semanas da posse dos deputados e senadores eleitos no ano passado, o governo de Jair Bolsonaro ainda não conseguiu demonstrar que terá a necessária capacidade de articulação política para lidar com esse novo Congresso, cuja fragmentação já seria desafiadora mesmo para gente calejada nas refregas do Legislativo. Jogando neste momento praticamente sozinhos, sem uma oposição que, por enquanto, seja capaz de lhes fazer sombra, o presidente, seus operadores políticos e seu próprio partido, o PSL, parecem não se entender sobre como formar a base com a qual o novo governo espera aprovar as tantas medidas e reformas prometidas por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

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Joice x Gleisi

O Antagonista

Deputados do PSL escolheram quem serão seus adversários diretos na próxima legislatura da Câmara.

A estratégia é fazer uma marcação “mano a mano” com os nomes da oposição. O principal alvo, claro, será o PT.

“Temos uma pré-divisão, sim, uma cota pessoal. A gente meio que está dividindo os nomes da oposição com os nossos nomes de cá de enfrentamento”, disse Joice Hasselmann à Folha.

Gleisi Hoffmann é o principal alvo de disputa entre os deputados do PSL. Pelo menos três deles querem se posicionar como antagonistas da presidente do PT: Hasselmann, Filipe Barros e Carla Zambelli.

Onyx: “Em defesa do direito à legítima defesa”

Artigo de Onyx Lorenzoni

Em 2003, primeiro ano do governo Lula, entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento. A esquerda brasileira comemorou e prometeu o que jamais poderia entregar: a diminuição da violência e o consequente aumento da segurança.

Na verdade, eles sempre souberam o que estavam fazendo. E nós, que éramos poucos dentro do Parlamento brasileiro, também sabíamos o que pretendiam. Por isso, fizemos o enfrentamento desde o início pelo direito à legítima defesa.

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Militares se espalham por 21 áreas do governo, de banco estatal à Educação

Os militares nomeados ou prestes a serem nomeados já passam de 45 no governo de Jair Bolsonaro, espalhados por 21 áreas: da assessoria da presidência da Caixa Econômica ao gabinete do Ministério da Educação; da diretoria-geral da hidrelétrica Itaipu à presidência do conselho de administração da Petrobras. As informações são da Folhapress.

O Exército, do qual vieram o presidente e seu vice, Hamilton Mourão, tem maioria entre os membros do governo: eram 18 generais e 11 coronéis da reserva até esta sexta (18) – o número cresce a cada dia.

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Coaf mostra que Flávio Bolsonaro pagou título de R$ 1 milhão, diz TV

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) pagou um título bancário da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1.016.839. O novo trecho do documento foi revelado neste sábado, pelo Jornal Nacional, da TV Globo. As informações são do Estadão.

Segundo a reportagem, o Coaf não conseguiu identificar o favorecido pelo pagamento feito pelo filho do presidente da República, Jair Bolsonaro. Também não há data e nenhum outro detalhe da transação.

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