Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.


O elo de Bolsonaro com sindicalistas

Coluna Expresso,
Ainda distantes do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, líderes sindicais já aceitaram a ideia de que terão de ter um canal de diálogo com o futuro chefe da República. Pretendem procurar o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP), egresso do Solidariedade, partido ligado à Força Sindical.

(Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo/Reprodução)

 

Janaína Paschoal fala sobre os mensalinhos

Janaina Paschoal não citou o nome de Flavio Bolsonaro, não falou sobre o ex-motorista, não comentou sobre R$ 1,2 milhão, mas todo mundo sabe que ela estava no Twitter a comentar o escândalo da atualidade, com endereço certo: “Não raras vezes, o parlamentar contrata pessoas que sequer comparecem para trabalhar, pois o fim é apenas obter o salário de volta! Quero deixar muito claro que não estou falando nem de A, nem de B” / “Tenho tentado explicar às pessoas que esse tipo de prática é bem mais deletéria do que parece, pois, com o tempo, o parlamentar para de procurar pessoas competentes e passa a buscar pessoas rasas e inseguras, que se submetem” / “Se os investigadores quiserem mesmo chegar a algum lugar, precisam dar alguma garantia aos assessores, para que eles falem”.

(Foto: Pedro França/Agência Senado)

Liga Árabe adverte Bolsonaro contra mudança de embaixada em Israel

A Liga Árabe existe desde 1945, reúne 22 Estados-membros, com objetivos econômicos, sociais, políticos e culturais entre os seus e o mundo.
A instituição escreveu a Bolsonaro alertando-o que a transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém pode prejudicar as relações com toda comunidade árabe.
As relações comerciais entre os países árabes e o Brasil são significativas para desprezar o aviso. Apenas de janeiro a setembro deste ano, o Brasil exportou para Oriente Médio — excluído Israel — um total de 9,6 bilhões de dólares em produtos. O Irã foi o sexto maior comprador de bens brasileiros, com 4,6 bilhões dólares.
Já Israel importou 256 milhões de dólares do Brasil no mesmo período, o que coloca o país no posto de 64º em relações de mercado com o Brasil.
Trocar a embaixada de lugar seria uma forte mudança na política externa brasileira, que tradicionalmente apoia uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestino.

(Foto: Google/Reprodução)

O Brasil decente quer saber o que fez o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Augusto Nunes,
Um dos principais trunfos eleitorais do presidente diplomado Jair Bolsonaro foi a inexistência de denúncias que o envolvessem em casos de corrupção. Também por isso, é preciso esclarecer com urgência a história — uma história ainda muito mal contada — protagonizada por Fabrício Queiroz, ex-assessor até recentemente do senador eleito Flávio Bolsonaro e, há cerca de 40 anos, amigo de Jair Bolsonaro.
Queiroz continua sumido. Flávio Bolsonaro disse ter ouvido do ex-motorista explicações convincentes, mas não revelou quais foram. Se lhe pareceram sólidas, por que não convenceu Queiroz a contar o que houve numa entrevista coletiva? Por que esperar um questionário do Coaf? Por que aguardar a autorização do advogado?  Leia Mais »

Demissão voluntária da EBC economizará R$ 67 milhões por ano

A EBC, lembra?, lançou programa de demissão voluntária. 257 funcionários aderiram, pouco mais de 10%. Esse percentual trará à empresa (o que significa dizer, aos cofres públicos) uma economia de R$ 42 milhões.
Este é o segundo PDV que a EBC faz neste ano, somando os dois, a redução chega a R$ 67 milhões/ano, ou 14% da folha salarial, que, como já vimos, não é fraca.
A EBC inclui a TV Brasil (que emprega 653 pessoas), oito emissoras de rádio (Nacional e MEC), Agência Brasil, portais e redes sociais, Radioagência, e presta serviços à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República por meio da TV NBR, com a cobertura das atividades do governo federal, distribui o programa A Voz do Brasil e produz o conteúdo referente ao Poder Executivo.

(Foto: Divulgação/EBC)

Bolsonaro tem mais oficiais no primeiro escalão que presidentes da ditadura

Dos 22 ministros de Bolsonaro, nove são das Forças Armadas.
O número é maior do que os indicados pelos cinco principais presidentes do período militar, na década de 1960: Humberto Castelo Branco, Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo.
“É preciso somar ainda o presidente Bolsonaro (capitão) e o vice Hamilton Mourão (general)”, diz o escritor Luiz Cláudio Cunha, que abriu a audiência pública no Senado em homenagem aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 1948. Durante o evento, o número de militares no poder foi visto como um risco para o regime democrático por palestrantes.
Nos governos da ditadura, havia três ministérios, um para cada Força, eles foram extintos em 1999 por FHC, que criou a pasta Defesa.

(Foto: AFP)

Moro: ‘Congresso e Executivo foram omissos no combate à corrupção’

Sergio Moro participou ontem de seminário promovido pelo Instituto Não Aceito Corrupção, em Brasília.
Em seu discurso falou da omissão do Congresso e do Executivo ao combate da corrupção, das pompas do judiciário e do seu projeto para o ano que vem.
Trechos:
“Faltou ação institucional do Executivo e do Congresso. Quando alguma reforma geral veio, ela veio das próprias Cortes de Justiça, especificamente do STF, que, ao rever precedentes, fortaleceu o sistema anticorrupção, no caso da possibilidade da execução da condenação a partir de julgamento em 2ª Instância”.
“Nós temos belos prédios de tribunais, carreiras jurídicas muito bem estabelecidas, uma produção acadêmica jurídica de qualidade em comparação com o resto do mundo, mas nós temos que convir que todo esse aparato pouco serviu para funcionar efetivamente em relação a esses crimes de corrupção”.
“É um projeto ainda em gestação, que eu tenho boa parte dele na cabeça, outra no papel, mas ainda não é um projeto final. E isso vai ser discutido, debatido ainda no âmbito do próprio governo antes de ser apresentado ao Congresso”.

(Foto: Lula Marques/AGPT)

Requião pergunta

Aécio, com um pé na cadeia

Ricardo Noblat,
A disposição de pagar qualquer preço pelo poder explica a situação que ambos vivem hoje – um, preso, à espera de novas condenações; o outro, com um pé na cadeia
Fora do Palácio do Planalto desde que Fernando Henrique Cardoso saiu de lá em janeiro de 2003 depois de ter governado o país durante oito anos, o PSDB imaginou que poderia voltar quando disputou com Aécio Neves a eleição presidencial de 2014.
Por pouco isso não aconteceu. Se Aécio tivesse vencido Dilma Rousseff (PT), e a ser verdade tudo o que se descobriu a respeito dele até aqui, o país ainda estaria sendo governado pelo “líder de uma organização criminosa” às voltas com a Justiça.
É dessa forma que a Polícia Federal trata Aécio, que por medo de não se reeleger senador disputou e ganhou em outubro último uma cadeira de deputado federal. Ele foi o principal alvo, ontem, de mais uma investida policial contra a corrupção.
Aécio é acusado de comprar com R$ 110 milhões do grupo empresarial J&F o apoio político de outros partidos quando tentou se eleger presidente há quatro anos. Se restar provado que o fez, seu destino, mais dia, menos dia, será o mesmo de Lula.  Leia Mais »

João de Deus aparece pela primeira vez após denúncias

Estadão,
Foram dez minutos de tumulto e gritaria. Assim que desembarcou em um Ford Ka branco, João de Deus foi cercado por seus funcionários, fez uma visita de menos de 10 minutos à sala de atendimento e retornou. Jornalistas acompanharam o trajeto, mas foram impedidos de se aproximar do médium, que fez a primeira visita ao centro Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), depois de ser acusado de abuso sexual por mulheres que buscaram a casa em busca de tratamento espiritual.
No trajeto, funcionários gritavam: “Respeitem! Ele vai falar.” A promessa, no entanto, não se concretizou. Apesar do amplo espaço, não foi providenciado um local para a entrevista. O médium saiu sem dar entrevista, mas disse, entre um grito e outro de seus funcionários, que cumpria uma missão dada há 60 anos. E afirmou: “Eu sou inocente”.  Leia Mais »

Jesus sobe no pé de goiaba

Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, pastora evangélica, num sermão que fala sobre sua experiência de encontrar Jesus num pé de goiaba.

Coincidência reforça suspeita de repasse de salário a Flávio Bolsonaro

A cada nova informação, piora um pouco a situação.
Informa a coluna Radar que ao longo de 2016, a maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do então motorista do deputado Flávio Bolsonaro foi feita logo depois de a Assembleia Legislativa do Rio efetuar o pagamento de seus funcionários. Em maio, por exemplo, os salários foram pagos pela Alerj no dia 11, data em que houve três depósitos em favor de Fabrício de Queiroz, o assessor que movimentou 1,2 milhão durante um ano. Dos cinco créditos em espécie registrados na conta do motorista em junho, quatro ocorreram nos dias 14 (quando a Alerj quitou os salários) e 15.
Sete funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro ajudaram a engordar as contas do velho amigo do deputado e de seu pai.
As coincidências entre datas de pagamento e de depósitos reforçam a suspeita de que uma parcela dos salários de funcionários do gabinete do parlamentar ia parar na conta de Queiroz. A revelação que se espera agora é saber para onde ia a grana depois que Queiroz a sacava.

(Foto: Alerj/Divulgação)

Pessoal da Lava Jato comenta explicações de Bolsonaro

Coluna do Estadão,
Nos bastidores, delegados que atuam na Lava Jato dizem que Jair Bolsonaro pode ter cometido o mesmo erro de investigados na operação. Várias tentativas de explicar suspeitas acabaram não se confirmando e causaram dor de cabeça aos investigados. Nesses casos, a recomendação é ficar quieto.
Bolsonaro justificou que era para ele o dinheiro depositado na conta de sua mulher, Michelle, por um ex-assessor do filho Flávio. O ex-assessor fez movimentações atípicas, diz o Coaf.

(Foto: Evaristo Sá/AFP)

Primeiro os mais velhos

“O líder do PSL ordenou que nenhum deputado eleito articule na Câmara. Só os veteranos podem articular no momento”.
Alexandre Frota, futuro deputado federal pelo PSL.

Baixa no governo por causa de curtida no Twitter

Estampa o Diário Oficial da União de hoje a exoneração do embaixador Paulo Uchôa. Ele era membro da equipe de transição e da Secretaria-Geral da Presidência.
Foi acusado de curtir no Twitter post de um jornalista que criticou o governo Bolsonaro.
Apesar de ter negado e se dizer ser vítima de armação, não conseguiu convencer ninguém.

Hospital Evangélico fica com vencedor do leilão

Desde o resultado do leilão do Hospital Evangélico e Faculdade Evangélica do Paraná, vencido pelo grupo Mackenzie, o segundo colocado do pregão, a Universidade Brasil, contesta na Justiça o resultado, chegando inclusive ao Tribunal Superior do Trabalho na tentativa de suspender todos os atos referentes ao leilão.
Apesar de todo o movimento, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná decidiu que o resultado é válido e, portanto, as instituições continuam sob administração do consórcio vencedor.

(Foto: Divulgação)

Por que Daniel Pimentel Slavieiro na Copel?

Desde ontem tem muita gente no Centro Cívico torcendo o nariz para o nome de Daniel Pimentel Slavieiro anunciado por Ratinho Jr como o próximo presidente da Copel.
Quem é contra começou a campanha; quem é da puxada de tapete iniciou as tramas; quem joga de tudo quanto é lado, parabenizou mas já colocou em marcha a conspiração com os colegas de Assembleia.
Daniel Pimentel Slavieiro, neto do ex-governador Paulo Pimentel e irmão do vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, é diretor do SBT em São Paulo.
Ratinho Junior explicou a escolha assim: “Estou escolhendo para fazer parte do meu governo, nomes que sejam mais técnicos e que tenham experiência no setor onde irão trabalhar. A Copel é uma das empresas estatais mais importantes do Estado e tive o cuidado de indicar nomes de profissionais qualificados para os desafios que a empresa terá no futuro”.
O currículo de Daniel: Leia Mais »

PDT do Paraná anuncia reformulação

Osmar Dias saiu de cena, com isso o PDT precisa se reorganizar para se preparar para as próximas eleições. André Menegotto, membro da comissão provisória do partido, explicou: “Faremos uma reformulação geral dos diretórios municipais, iniciando pelos municípios com mais de 50 mil eleitores, o que representa hoje 56% dos eleitores paranaenses. Para isso, dividiremos o estado em 10 coordenações regionais que serão responsáveis por esse trabalho de organização, formação política e estruturação dos diretórios e movimentos de base”.
Apesar da desistência de Osmar na corrida pelo governo do estado, o PDT parece satisfeito com o resultado das urnas. Desde 2006 não elegia um deputado federal, Gustavo Fruet quebrou o jejum. No Paraná, Goura passou de vereador a deputado estadual e Nelson Luersen foi reeleito.

A chapa de Arruda

João Arruda formou chapa única para as eleições do diretório e executiva estadual do MDB marcadas para sábado.
Para compor sua chapa, Arruda reuniu nomes novos e mais tradicionais do partido para trabalhar no que chama de reestruturação e reorganização do MDB com vistas as eleições municipais de 2020. “O trabalho começa agora e o partido sai na frente porque já é organizado em setores como a juventude, trabalhista, mulheres, entre outros núcleos formados na base da sociedade”.

O futuro de Eduardo Pimentel

Discreto e simpático, Eduardo Pimentel vai traçando seu caminho como vice-prefeito.
Nas outras esferas prepara o futuro com a mesma cautela, sem alardear os planos. Ontem, renunciou à presidência municipal do PSDB de Curitiba.
Em breve, novidades.

(Foto: Google/Reprodução)