Cobertor curto (para algumas coisas) | Fábio Campana

Cobertor curto (para algumas coisas)

Para que o Brasil continue operando normalmente – e isso significa manter maracutaias em todos níveis – muitas vezes é preciso transferir dinheiro de um lado para o outro.
Para o fundo de segurança público ser abastecido, uma medida provisória tirou o dinheiro das loterias esportivas, mesmo lugar que garante uns caraminguás para o Comitê Paralímpico do Brasil. Resultado: a grana para a segurança é pouca e os atletas temem não conseguir preparação adequada para os jogos de Tóquio em 2020. A medida não resolve um lado e deixa o outro descoberto, mas não mexe em preciosidades da República: Eunício de Oliveira poderá continuar gastando R$ 52 milhões com serviços de copa, cozinha e lavanderia; Rodrigo Maia R$ 2,5 milhões em aluguéis de carros e Romero Jucá pode distribuir R$ 3 bilhões em cargos públicos em ano eleitoral.


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