Assembleia adia votação de reajuste | Fábio Campana

Assembleia adia votação de reajuste

Bem Paraná,
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), anunciou hoje a retirada de pauta dos projetos que prevêem reajuste salarial de 2,76% para os servidores da Casa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública. A votação dessas propostas estava prevista para a sessão desta segunda-feira, mas os servidores do Executivo – que estão com os salários congelados desde 2016, cobram do governo o direito ao reajuste também para a categoria.

Os servidores do Executivo iniciaram vigília, hoje, no Centro Cívico, para cobrar uma solução e isonomia com os demais poderes. “Estou retirando da pauta as mensagens que tratam de reposições salariais”, anunciou Traiano no início da sessão. “No início da semana eu havia assumido o compromisso de que não colocaria na pauta antes de segunda-feira. No final de semana foi feito um apelo do líder do governo e outros deputados de que não fosse colocado na pauta, aguardando as negociações com o governo”, alegou. “Só vamos pautar na segunda-feira da semana que vem. Acho que é tempo suficiente para qualquer negociação”, afirmou o tucano.

Até agora, o governo Cida Borghetti (PP) não encaminhou proposta de reposição salarial do funcionalismo público, apesar de ter sinalizado, há três semanas, a possibilidade de retomar a data-base dos servidores do Executivo, suspensa no governo Beto Richa até 2019. Desde então, porém, as negociações não avançaram, e avaliação entre os aliados do governo era de que não haveria condições de pagar o reajuste, que teria um impacto de R$ 350 milhões a mais nas despesas do Estado em 2018. Segundo fontes governistas, o Estado teria hoje R$ 500 milhões para investimentos em obras nos municípios disponíveis, recursos que seriam fundamentais para impulsionar a pré-candidatura à reeleição da governadora Cida Borghetti. Caso pague o reajuste, ela ficaria sem margem de manobra no Orçamento para investir em obras e atrair o apoio de prefeitos e outros políticos para sua campanha.

(Foto: APP Sindicato/Divulgação)


3 comentários

  1. José Carlos
    segunda-feira, 11 de junho de 2018 – 16:22 hs

    Essa é demais, descumprir lei para manobrar dinheiro para prefeitos, deixar país de filia sem o mínimo que é a reposição, prevista em lei para benefício próprio, o que dizer “VERGONHA”.

  2. servidor eleitor
    segunda-feira, 11 de junho de 2018 – 17:07 hs

    É o mínimo a ser feito !

    Se o Estado do Paraná faz um ajuste fiscal: todos devem ser incluídos, sem exceção !

    Por que os demais poderes e instituições especiais, cujos salários e benesses / auxílios / gratificações são os maiores dentre o funcionalismo do Paraná, devem ter “reajuste anual”, e só o funcionalismo do Poder Executivo, NÃO ?

    Afinal, a fonte de R$ é a mesma: o tesouro do Estado !

    Vale lembrar que o funcionalismo do Poder Executivo, está desde jan.2016 com os mesmos salários (são 28 meses de arrocho salarial) !

  3. Decênio montagner
    segunda-feira, 11 de junho de 2018 – 19:28 hs

    Vai perder a eleição os funcionários vota e seus familiares também vota e amigos dos funcionários , cuidado senhora governadora.

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