Cinco estados continuam com os salários atrasados | Fábio Campana

Cinco estados continuam
com os salários atrasados

Sobre os rumores alimentados por setores da política e imprensa sobre estudos de reajuste do funcionalismo público no Paraná, há que se considerar ainda que pelo menos cinco estados brasileiros estão com os salários atrasados ou parcelados. Levantamento recente aponta que Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Mato Grosso estão com dificuldades para honrar os compromissos com o funcionalismo público.

A folha dos funcionários ativos do Governo do Estado teve um crescimento de 6,4 % de 2016 a 2017. No mesmo período a folha dos inativos cresceu 9 %. O Estado reservou R$ 284 milhões para pagar promoções e progressões dos servidores do Poder Executivo neste ano. Desse valor, R$ 180 milhões são para atender somente os quadros da Educação.

O funcionalismo público do Paraná tem um benefício criado em 1970 que garante reajustes salariais periódicos. São adicionais por tempo de serviço, ou quinquênios. A legislação prevê a um adicional de 5% sobre o salário-base a cada cinco anos de serviço, até completar 25%. O custo anual disso é de R$ 160 milhões. Já o anuênio prevê que o servidor, ao completar 30 anos de exercício, tem direito a outro adicional de 5% por ano excedente, até o máximo de 25%.


6 comentários

  1. OTAVIO PNANARO
    domingo, 15 de abril de 2018 – 14:58 hs

    Há de se repensar as ilhas das prosperidades criadas o setor publico, que de forma desigual tratam os iguais. O judiciário, legislativo, ministério publico, tribunal de contas e defensoria pública, surfam na nata da miséria do erário justamente por aquinhoarem fatias do orçamento reservadas pela famigerada autonomia financeira.
    Os salários e penduricalios recebidos por esse seleto grupo de servidores, alem de dispares e aviltante, impactam e solapam o arranjo orçamentário estatal estrangulando e inviabilizando a maquina publica.
    Não resta outra alterativa que a imediata extinção dessa famigerada autonomia financeira, restaurando gerenciamento e tratamento único para a classe dos servidores publicos.

  2. Paulo Marques
    domingo, 15 de abril de 2018 – 16:37 hs

    É importante destacar que esses servidores não recebem FGTS e contribuem com 11% do seu salário para a Previdência. Quem recebe os quinquênios são os servidores de Carreiras do Estado com salários menores. ex. QPPE. As Carreiras do judiciário e dos servidores da receita estadual por ex.são salários bem maiores.

  3. marco Prof.
    domingo, 15 de abril de 2018 – 17:41 hs

    Não interessa a situação dos outro Estados , resido no Paraná, sou Professor e exijo minha reposição salarial dos anos de 2016 a 2019., que foi aprovada por lei. Esta situação foi criada pelo Governo que você defende e que foi a pior administração Estadual até hoje. Está usando os recursos tirados dos Funcionários Públicos e do Paraná Previdência em divulgar o que não foi feito em seu Governo, querendo uma vaga para Senador. Mas não vai ser eleito – BETO RICHA -NUNCA MAIS. Não podemos esquecer que com a perda do foro, vai ter que responder vários processos em seu nome. Tomara que seja condenado.

  4. Luiz Eduardo
    segunda-feira, 16 de abril de 2018 – 6:57 hs

    Não importa saber da situação de outros estados, pois cada estado é responsável pelas suas finanças, independente de outros. Espero que a Cida não tenha sido contaminada pelo indecente Richa. É só não desviar que dá para dar alguma correção ao servidor público. Não roubar e um dose de boa vontade.

  5. BARNABÉ
    segunda-feira, 16 de abril de 2018 – 9:05 hs

    QUE TAL CORTAR OS “AUXILIOS ” DADO AO JUDICIARIO, MINISTERIO PUBLICO E TRIBUNAL DE CONTAS, SÓ ISTO PORIA BANCAR A PROMOÇÃO E ASCENSÃO DOS FUNCIONARIOS DO QUADRO GERAL DO ESTADO, SABE AQUELES QUE LEVAM O SERVIÇO PUBLICO NAS COSTAS.

  6. juca servidor
    segunda-feira, 16 de abril de 2018 – 9:46 hs

    Dia 6/3 na Assembléia Legislativa do Paraná, o Secretário da Fzenda, anunciou que em 2017 obteve-se um superávit orçamentário, que é o resultado de receitas menos despesas, da ordem de R$ 1,97 bilhão e que o comprometimento com pessoal e encargos sociais do Poder Executivo ficou em 45,13% da Receita Corrente Líquida (RCL), portanto abaixo do limite prudencial de 46,55% e do limite total do Art. 20º da LRF (49%).

    Então, fica claro, que o governo do Paraná pode sim, pagar o que deve ao funcionalismo do Poder Executivo, o único segmento sem data base e com os mesmos salários desde jan.2016.

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