Os cobertores da Odebrecht | Fábio Campana

Os cobertores da Odebrecht

da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo

A Odebrecht fez uma série de doações para presídios de Curitiba nos quase três anos em que Marcelo Odebrecht ficou preso. A primeira destinou 700 cobertores para todos os detentos do Complexo Médico de Pinhais, onde ele ficou por um tempo com o ex-ministro José Dirceu.

As doações eram feitas para o Conselho da Comunidade de Curitiba, organização que trabalha com 11 presídios da região metropolitana da capital paranaense.

A empreiteira fez também doações em dinheiro –sempre, no máximo, R$ 5 mil de cada vez. Depois delas, o conselho chegou a comprar nove geladeiras para o complexo de Pinhais, onde estavam presos da Lava Jato. Algumas foram para a ala das mulheres e para o hospital –uma delas foi instalada na sala dos agentes penitenciários do presídio.

A última doação feita pela empreiteira foi em setembro. Marcelo Odebrecht, que está hoje na carceragem da PF em Curitiba, deixará o local no próximo dia 19, para cumprir prisão domiciliar.


Um comentário

  1. Leonardo Santos
    quarta-feira, 6 de dezembro de 2017 – 22:35 hs

    Há muito a segurança pública do paraná sobrevive em razão de donativos.
    Comandadas por capachos e subservientes as policias, militar e civil, encolhem ano após ano, não só no efetivo, como também na infraestrutura bélica e de logística e de inteligência.
    Desmotivada e mal remunerada o minguado efetivo da policia civil é obrigado a abdicar de suas funções basilares, a de investigação, para custodiar, escoltar e conviver com uma massa prisional cada vez mais dominada por facções.
    Como consequência desse improviso amadorístico e nefasto, advém essa carnificina no interior das cadeias com decapitações, torturas e todo tipo de barbáries aos olhos das autoridades que preferem a condescendencia a desagradar o chefe do poder executivo.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*