‘Nova última mensagem’ do submarino argentino | Fábio Campana

‘Nova última mensagem’ do submarino argentino

A Marinha da Argentina revelou ontem à noite a existência de uma “nova” última mensagem enviada pelo comandante do submarino ARA San Juan.
Até então, acreditava-se que a última mensagem havia sido a que ele comunicava um curto-circuito. Mas depois que a empresa Tesacom revelou que oito chamadas por satélite haviam sido feitas pelo submarino no dia 15 de novembro, a Marinha admitiu que uma nova mensagem foi enviada depois dessa.

Na chamada, ocorrida às 7h19 (horário local), o comandante pergunta se duas mensagens anteriores haviam sido recebidas, informa que está “em plano de periscópio (a 18 metros), em velocidade de 5 nós e avaria controlada”.

Informa ainda sua intenção de descer ao plano de segurança (40 metros) para entrar ao tanque de baterias a fim de avaliar a avaria e que diz voltaria a entrar em contrato com novas informações.

“Foi uma chamada de entre 6 e 7 minutos. Foi a última vez concreta que se comunicaram os chefes de operações [do submarino e da força de submarinos] e coincide com a última posição”, disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

Segundo Balbi, as chamadas “não eram de emergência” e algumas eram apenas tentativas de conexão com a internet. O porta-voz afirmou ainda não saber se as chamadas foram gravadas.

O caso acabou criando uma crise entre a Marinha e o governo, que diz não ter sido informado da existência das chamadas. Uma investigação interna foi aberta para apurar o caso.

“O núcleo da investigação está na atuação da Armada”, afirmou o ministro da Defesa, Oscar Aguad, de acordo com o “Clarín”.

O submarino desapareceu quando ia de Ushuaia, no sul, para Mar del Plata. Além da avaria interna, revelou-se ainda a ocorrência de um “evento anômalo, singular, curto, violento e não nuclear, consistente com uma explosão em um ponto próximo a onde o submarino desapareceu.

Com informações da Folha de S. Paulo.


Um comentário

  1. Uncle Joe 100
    quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 – 13:53 hs

    Até agora não entendi porquê o submarino estava recarregando as bateiras à profundidade de periscópio, não estamos em tempos de guerra. Porquê arriscar-se desta maneira? E se ocorreu algum problema como informado porquê não emergiu e sim submergiu? Deu no que deu.

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