Fuga de cérebros | Fábio Campana

Fuga de cérebros

Tem um assunto que parece preocupar as autoridades brasileiras. Ou não.
Chamado de ‘brain drain’ ou ‘fuga de cérebros’, a expressão se refere à situação de profissionais especializados, dotados de um alto grau de conhecimento, que emigram de seus países de origem para países que lhes ofereçam mais recursos financeiros e tecnológicos.
No Brasil, onde o analfabetismo, ou o analfabetismo funcional, é prioridade para os governos, há décadas é observado um grande capital humano indo embora a aceitar incentivo de outros países para dar sequência a estudos e experiências em lugares desenvolvidos, que entendem a importância de seus trabalhos e oferecem oportunidades em suas carreiras. Ou pelo menos não atrapalham.
Pois, pois, os senadores senadores Cristovam Buarque e Valdir Raupp pediram que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática debata o assunto.
A audiência pública acontecerá depois de amanhã, a partir das 8:30.

Foram convidados para o debate, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges; o diretor-presidente da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), Roberto Nicolsky; o diretor-geral do Projeto I-2030: Motivação, Evolução e Perspectivas, Tadao Takahashi e a assessora da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) Denise Neddermeyer.

A audiência é aberta à participação da sociedade por meio dos canais de interatividade do Senado: Portal e-Cidadania e Alô Senado (0800-612211).


3 comentários

  1. ferreira
    segunda-feira, 23 de outubro de 2017 – 12:09 hs

    Depois que um idiota analfabeto e uma anta juramentada são presidentes de um país …….curso superior com certificado brasileiro só serve para lavar pratos no exterior ou trabalhar de balconista de loja ….isto é real não se iludam nossa universidades não são reconhecidas, os brasileiros diplomados estão trabalhando em sub empregos tanto lá fora como aqui dentro do país.

  2. Jaferrer
    segunda-feira, 23 de outubro de 2017 – 15:44 hs

    Desculpe-me ferreira, mas você está mal informado. Cientistas pesquisadores brasileiros estão bem colocados em quase todas as grandes instituições da Europa e dos EUA. Nossas Universidades, embora penando por falta de recursos, são sim relativamente bem colocadas e suas pesquisas são reconhecidas. Agora o orçamento de CT, do jeito que está, torna inviável tanto a continuação das pesquisas já existentes, bem como a proposição de novas. Isso tem sim feito com que pesquisadores brasileiros saiam do país. Um país que não domina tecnologia, em áreas amplas, é um país dependente e sempre subdesenvolvido.

  3. Max Planck
    segunda-feira, 23 de outubro de 2017 – 18:44 hs

    Desculpe-me Jaferrer, mas, infelizmente para nós, brasileiros, somos totalmente analfabetos em Ciência e Tecnologia. Não é fácil aceitar, mas com a educação dos últimos 50 anos, o Brasil está a anos luz de distância de qualquer país civilizado. Pertencemos aos BRICS somente por PIB, porque, em relação ao conhecimento, temos um pouco mais que nossos índios. E é irreversível.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*