Fundo eleitoral supera orçamento anual de um quarto dos ministérios | Fábio Campana

Fundo eleitoral supera orçamento anual de um quarto dos ministérios

Os R$ 3,6 bilhões que devem ser destinados ao fundo público eleitoral se a reforma política for aprovada pelo Congresso superam o orçamento anual de um quarto dos ministérios do governo. Levantamento mostra que pelo menos sete pastas têm um valor menor ou igual ao fundo. O valor deverá ser destinado aos partidos políticos para as eleições de 2018. O Ministério do Meio Ambiente conta com um orçamento apenas ligeiramente maior: R$ 3,8 bilhões. As informações são do Diário do Poder/Agência Estado.

O Ministério do Turismo, por exemplo, possui R$ 343 milhões para custear despesas e realizar investimentos no setor. Já o orçamento do Esporte é de R$ 960 milhões e do Ministério da Transparência, de R$ 986 milhões. Cultura (R$ 2,5 bilhões), Indústria e Comércio Exterior (2,6 bilhões), Advocacia-Geral da União (R$ 3,5 bilhões) e Relações Exteriores (R$ 3,6 bilhões) completam a lista.

Esses valores correspondem ao orçamento das pastas antes do corte adicional de R$ 5,9 bilhões anunciado pelo governo no fim do mês passado.

A proposta de criar o fundo consta no relatório aprovado na quarta-feira passada pela comissão especial que debate a reforma política na Câmara. O texto, que também aprovou a mudança do sistema eleitoral para o chamado “distritão”, ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Para valer para 2018, as medidas têm de ser aprovadas nas duas Casas até final de setembro. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa do apoio de 308 deputados e de 49 senadores.

Apesar de polêmico, a criação do fundo é praticamente consenso entre os parlamentares, já que a classe política busca uma maneira de abastecer os caixas das campanhas após a proibição das doações empresariais e as investigações da Operação Lava Jato.

“A questão toda é como você financia a eleição? Infelizmente, a gente não tem alternativa a não ser buscar recursos públicos”, disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).


2 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sábado, 12 de agosto de 2017 – 15:28 hs

    Funciona assim: A patuléia paga a rica campanha dos candidatos, já ricos. Eles se elegem e a patuléia passa a sustentar as mordomias que são um tapa na cara da própria, dos novos eleitos e a continuar a bancar la dolce vita dos eternizados no poder.
    O brasileiro não é um forte. É um trouxa.

  2. JOHAN
    sábado, 12 de agosto de 2017 – 16:33 hs

    Caro FÁBIO, a proposta de criação desse FUNDÃO é um descalabro, um tapa na cara da população, senão vejamos:
    -01 – os parlamentares recebem por 04 – 08 – 40 anos um valor elevadíssimo durante o mandato, para manutenção e sustentação dos privilégios;
    – 02 os parlamentares, durante os 48 meses do mandato participam das emendas liberadas pelo executivo,
    – 03 parcela significativa dos parlamentares, participaram e participam das falcatruas das operações irregulares e ilegais, levantadas pela Operação Lava Jato;
    – 04 não satisfeitos, agora aprovam um FUNDÃO no valor de R$ 3,6 bi para auxiliá-los com recursos para suas reeleições;
    – 05 – os recursos serão divididos de acordo com a porcentagem de cada partido no parlamento;
    – 06 – isso é a mesma coisa de querer ir para frente olhando no retrovisor, privilegiando os partidos mais corruptos;
    – 07 – a renovação no parlamento não ocorrerá, e a sociedade terá que conviver com os corruptos até o falecimento dos mesmos;
    – 08 – os novos candidatos terão que realizar esforço hercúleo e monumental para elegerem-se;
    – 09 – a sociedade será chamada a responsabilidade pela eleição dos parlamentares corruptos, e para justificar para si mesma o elevado desemprego;
    – 10 – a sociedade não pode admitir a REELEIÇÃO dessa parcela covarde de parlamentares CORRUPTOS. Atenciosamente.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*