Tirem a mão do nosso bolso | Fábio Campana

Tirem a mão do nosso bolso

A comissão especial da Câmara que analisa a reforma política aprovou na madrugada desta quinta-feira (10) propostas polêmicas, como a criação do “fundão” de R$3,6 bilhões, retirados dos cofres públicos, para financiar suas campanhas. Com informações do Diário do Poder.

Um destaque modificou o texto-base aprovado e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado “distritão”. Por esse sistema, serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo, sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente.

O texto apresentado originalmente pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), mantinha o sistema eleitoral atual para 2018 e 2020 e estabelecia que o sistema de voto distrital misto, que combina voto majoritário e em lista preordenada, dever ser regulamentado pelo Congresso em 2019 e, se regulamentado, passa a valer para as eleições de 2022.

A mudança foi aprovada por 17 votos a 15, em destaque do PMDB, com apoio das bancadas do DEM, do PSDB, do PSD e do PP e o distritão seria um modelo de transição ao distrital misto, que valeria a partir de 2022, mantendo a necessidade de regulamentação pelo Congresso.

“Nós precisamos de um tempo para montar a distribuição dos distritos no Brasil. E o ‘distritão’ caminha para esse novo sistema, quebrando com o sistema proporcional que gerou um desgaste enorme até hoje”, disse o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) considera a mudança de modelo na votação para o Legislativo essencial. “O modelo atual está esgotado. Não dá para fingir que está tudo bem e continuar com o sistema atual, vamos de ‘distritão’ na transição para um sistema misto mais elaborado e transparente a partir de 2022”, disse.

Oposição

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) considerou o distritão “um modelo elitista, no qual prepondera a presença individual, quando o Parlamento é, por natureza, coletivo na sua atribuição”.

O líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), argumentou que nada impede que a transição seja o modelo proporcional. “Não é verdade que adotar o distritão seja uma transição, o maior risco é que se torne permanente com a eleição de um Congresso em 2018 completamente diferente do atual e que dificilmente vai regulamentar o distrital misto”, disse.

O presidente da comissão que analisa a proposta, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), adiou a votação dos destaques de bancada que ainda não foram analisados para as 10 h desta quinta-feira. (ABr)


7 comentários

  1. quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 17:27 hs

    Afeganistão, Jordânia e Vuanatu – os únicos a adotarem esse modelo. Aplica-se ao caso o velho ditado popular: “diga-me com quem andas…”

    Segue a galopeira.

  2. JOHAN
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 18:23 hs

    Caro FÁBIO, como eleitor e conversando com demais amigos, chegamos a conclusão de que essa medida adotada da criação do DISTRITÃO, é uma excrecência inominável. é uma medida escrotal. É impensável que os parlamentares tenham tido a coragem e dignidade de votar tal medida. Como é conhecido pela sociedade, pelo menos 3/4 dos parlamentares estão envolvidos ou citados na OPERAÇÃO LAVA JATO, que quer dizer são ladrões, somente faltando julgá-los pelos procedimentos legais do STF, e serão os mesmos candidatos no próximo pleito, onde após terem roubado descaradamente, aprovam medida para retirar recursos da sociedade, agora para financiá-los e permanecerem roubando. Essa medida é uma rosca sem fim, retira recursos da sociedade, após eleitos retiram recursos do orçamento das obras da sociedade, nova eleição e assim continua. A sociedade não pode permitir e permanecer omissa que isso ocorra. Os deputados citados na OPERAÇÃO LAVA JATO não podem ser candidatos a reeleição. Com mandato na mão, com fornecimento de emendas aos prefeitos e vilas, com recursos do orçamento público para eleição, a concorrência dos novatos, candidatos ou a renovação ou retirada dos mesmos ou velhos parlamentares ladrões será impossível, ou após a morte. A sociedade não pode permanecer em silêncio. Tem que assumir a NÃO A REELEIÇÃO dos candidatos citados na OPERAÇÃO LAVA JATO. . Atenciosamente. . . . .

  3. quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 19:15 hs

    SE ESSE PROJETO Q É PARA CORRUPTOS, FOR APROVADO, SIGNIFICARÁ A ÚLTIMA PÁ DE TERRA NA SEPULTURA DO BRASIL.

  4. FULO DE GRAÇA
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 19:39 hs

    Se o governo, os parlamentares e o Judiciário não respeitarem o povo vamos fazer um mês sem pagar tributos, comprando só o básico do básico.

  5. Valdir
    quinta-feira, 10 de agosto de 2017 – 22:22 hs

    Brasil teria q acontecer igual a Sodoma e Gomorra,destruir todos os politicos e começar do zero.

  6. FUI !!!
    sexta-feira, 11 de agosto de 2017 – 6:15 hs

    Nenhuma reforma política é uma reforma de verdade. Reunem-se
    um bando de safados e as leis que aprovam são uma verdadeira ma-
    quiagem das distorsões que já existem para continuarem na mamata.
    Para os que acham que este país tem jeito… ADEUS !!!

  7. Franchico
    sexta-feira, 11 de agosto de 2017 – 8:48 hs

    CADÊ OS MILITARES !!!!!!!!!!!

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