Delegado geral repudia denúncia do MP gaúcho contra policiais do Tigre

O Delegado Geral Marcus Michelotto emitiu nota de repúdio à denúncia feita pelo MP gaúcho contra policiais paranaenses do Grupo Tigre. É o que segue:

“Em nome do Departamento da Polícia Civil do Paraná venho manifestar todo o repúdio frente à absurda denúncia feita pelo promotor de Justiça André Luis Dal Molin Flores, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contra os policiais civis do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), à 1ª Vara Criminal de Gravataí-RS.

Expressando o devido respeito ao Ministério Público do Rio Grande do Sul e reconhecendo a importante função deste órgão na manutenção da ordem pública e da paz social, é pertinente expressar a indignação de toda a classe de policiais civis do Paraná diante de uma denúncia baseada em argumentos absurdos que indicam o que o promotor classifica como “homicídio qualificado”.

A tese utilizada pelo promotor considera que o crime foi cometido “mediante recurso que dificultou a defesa da vítima” e que os policiais se aproveitaram do fato de o sargento estar sob o efeito de álcool etílico e, por isso, teria reduzida a sua capacidade de reação. O argumento dá a entender a conferência de uma responsabilidade aos policiais civis pelo fato do brigadiano estar embriagado, como se fosse possível, de antemão, os policiais terem conhecimento da situação em que ele se encontrava ao serem abordados.

Saliento que o alto nível de embriaguez do brigadiano foi comprovado, conforme laudo de exame toxicológico emitido pelo órgão competente, que apontou índice de 13,1 decigramas de álcool por litro de sangue, quando o máximo permitido para quem vai dirigir são 2 decigramas. Contudo, o representante do Ministério Público, em nenhum momento, vislumbrou que, devido às condições fisiológicas em que o sargento se encontrava, ele poderia ter realizado uma abordagem fora dos padrões.

É oportuno ressaltar que o Departamento da Polícia Civil também refuta o argumento sustentado pelo promotor, que se refere à ação dos policiais em território gaúcho “de forma clandestina para monitorar uma quadrilha que cometia o delito de extorsão mediante sequestro”. Neste caso, faz-se necessário ressaltar que a equipe de policiais se deslocou para o Rio Grande do Sul provida de todas as devidas autorizações.

Diante das evidências, é de se presumir que o Ministério Público terá que ir contra a toda uma investigação realizada pela Corregedoria da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que sequer indiciou os policiais do Tigre, deixando claro que os investigadores agiram em legítima defesa. Por isso, manifesto a disposição do Departamento da Polícia Civil em apoio irrestrito aos policiais civis denunciados, que apenas cumpriam o dever de proteger a sociedade paranaense quando o incidente, que lamentamos profundamente, aconteceu, e tomaram as medidas conforme exigiam as circunstâncias naquele momento.

Por fim, o Departamento da Polícia Civil mantém a confiança de que o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul irá ponderar de forma imparcial e deliberará conforme o que prevê a Legislação Brasileira.”

Marcus Vinícius da Costa Michelotto
Delegado geral da Polícia Civil do Estado do Paraná


15 comentários

  1. Nobre Cristão
    Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012 – 22:43 hs

    Muito bem, Dr. Michelotto!

  2. filosofo/sociologo
    Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012 – 23:26 hs

    Parabéns Dr. Michelotto !

  3. Guilherme
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 0:17 hs

    Esta na hora do Governador intervir, nessa causa tão injusta

  4. Sidnei Belizario de Melo
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 6:32 hs

    A justiça gaúcha interfere diretamente tirando ótimos policias paranaense da sua atividade por motivo político, e ideológico, esperamos que o CNJ, e a Corregedoria do Ministério Publico afaste ambos para que haja justica de fato.
    O governo não pode usar suas bandeiras vermelhas para mudar fatos e o inquérito policial que aponta o sargento como o único culpado de sua ação desastrosa, só a Juíza e o Promotor com pressão dos Brigadianos que assim chamam pela tradição daquele Estado e que uns meses antes eles e que mataram um policial civil da narcóticos da Policia de seu Estado em operacao policial por engano disseram eles, quando os Brigadianos matam o promotor silencia. A guerra entre a Brigada Militar e POlicia Civil naquele Estado e muito forte pela forma que o Estado e governado ideologicamente. A sociedade paranaense nao pode perder seus policias de uma unidade tão importante por motivo puro político,. esperamos ação do judiciário e a investigação do CNJ neste caso.

  5. Ó
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 9:15 hs

    Bairrismo gaúcho e curitibano? Separatismo e xenofobia? Orgulho e soberba? Nada de novo debaixo do sol, tudo vaidade.

  6. Francisco
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 10:18 hs

    Ele e o Ricardo Barros, poderiam emitir notas conjuntas, contra os Ministerios Publicos gaucho e maringaense.

  7. Alessandro
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 10:19 hs

    O promotor Dal Molin Flores direciona seu poder de denúncia na direção contrária desejada pelo contribuinte.
    Parabéns ao Dr. Michelotto.

  8. Cicatriz Risonha e Corrosiva
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 10:36 hs

    Até que enfim, o indeciso e claudicante governo Richa tomou uma posição ante essa confusão. Muito bem Dr. Michelotto!
    O MP gaúcho está sob efeito da droga chamada petismo!

  9. Ze Loko
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 11:10 hs

    manda essa gauchada pra pqp!!!!

    tao querendo fazer guerra politica!

  10. rambo
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 11:27 hs

    Agora imaginem so, se o episodio tivesse acontecido com a PM do Parana, sob o comando do Coronel Roberson….. Os PMs ja estariam no AHU faz tempo…. kkkkkkk…. Parabens Doutor Michelloto!!!! Isso e postura de comandante!!!

  11. Coelho Ricochete
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 12:34 hs

    COMERAM CENOURA ESTRAGADA DE NOVO!
    - Esse promotor comeu as mesmas cenouras que as promotoras do MP do trabalho no caso das criancinhas do coral do HSBC?
    - O brigadiano (PM, em gauchês) estava embriagado, sem farda, cai da moto dando tiro pra tudo que é lado e a culpa é dos puliça daqui, que se largaram até Porto Alegre caçando um sequestrador e se defenderam do ataque?
    Bem que faz o Delegado Michelotto de descer a borduna.

  12. caruncho
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 13:20 hs

    ele tem que reconhecer o despreparo da policia do pr.e não ficar emitindo nota de repudio.

  13. Mario
    Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 – 15:12 hs

    Autorizaçao de quem cara palida… sua, do seu governador???saindo das fronteiras do Parana, vcs nao sao autoridades!!

  14. Carlos
    Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012 – 0:56 hs

    Este Mário além de gaúcho cego pela ligacao com seu estado é um ignorante jurídico. A policia gaúcha vive aqui no PR realizando trabalho, e assim todas as policiais de todos os estado o fazem. A diferença é que nenhum PM bêbado tenta mata-los.

  15. TCHE.
    Sábado, 4 de Agosto de 2012 – 13:35 hs

    matar um pulica bebado..e o mesmo que bater em cachorro morto…repudio.. e entrar no nosso territorio e nao admitirem que foi uma operacao fracasso…isso sim e REPUDIO…pulica matando refen..matando ..pulica…..Isso que era uma pulica de elite..imagine se nao fosse.,o tamanho do estrago…errar e humano…admitir seu erro e divino.

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