Planalto monta na surdina uma ‘Casa Civil do B’

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A pretexto de azeitar os dentes da engrenagem administrativa, a Presidência da República abriu suas portas e os dados dos principais programas do governo para um dos maiores escritórios de consultoria do mundo, o norte-americano McKinsey & Company. Os consultores ocupam duas salas –102 e 103— do edifício anexo do Planalto. O espaço foi apelidado de ‘Casa Civil do B’.

O repórter Iuri Dantas conta que o custo da empreitada foi estimado em R$ 7 milhoes. Dilma não autorizou o uso de verba pública. Mas aceitou que a conta fosse paga por uma entidade chamada MBC (Movimento Brasil Competititivo). É mantido por empresas privadas e estatais.

Pingam verbas no MBC logomarcas como Adidas, Gerdau, General Eletric, IBM, Microsoft, Vale, Embraer, Fiat e Ford. Contribuem também Infraero, Petrobras, Eletrobrás e Banco do Brasil. Participam, de resto, entidades paraestatais –Sebrae, Firjan e Fiemg, por exemplo.

Deve-se a contratação e a escolha da forma de pagamento a sugestões feitas pela Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade. Trata-se de um órgão consultivo criado sob Dilma. Integram-no nomões do empresariado –Abílio Diniz, por exemplo. Coordena-o outro figurão da iniciativa privada: Jorge Gerdau.

Habituados à rotina de seus negócios, tentam sugerir fórmulas e métodos que elevem a eficiência da administração pública. Fazem críticas tão contundentes ao Estado que não conseguem mais acreditar nele. Aparentemente, acham que, para resolver, só mesmo com consultoria externa.

A turma da McKinsey & Company opera em segredo desde outubro do ano passado. Percorre os caminhos decisórios do governo a procura de falhas. Aplica questionários, acessa dados e aciona autoridades.

No oficial, alega-se que informações estratégicas não são apalpadas. No paralelo, admite-se que esse tipo de controle inexiste. Diz-se que a firma de consultoria, presa a compromissos de confidencialidade, costuma guardar segredos. Pode ser. Mas o risco de esbarrões no conflito de interesses parece evidente.


6 comentários

  1. Osiris Duarte de Curityba
    domingo, 27 de maio de 2012 – 13:30 hs

    E mais essa ainda, começou a era Dilma …

  2. Pedro Rocha
    domingo, 27 de maio de 2012 – 13:51 hs

    Se Dilma tivesse me consultado, teriam economizado os 7 paus, e todo o tempo já decorrido!
    É só ela jogar fora aquele tapetão imundo que tem embaixo da mesa presidencial, onde Lulla jogou um Brasil inteiro de imundícies, e ela continua jogando toda a sujeira, do governo mais sujo e mais hipócrita da nossa história!

  3. Zangado
    domingo, 27 de maio de 2012 – 16:36 hs

    Essa a República que temos escrita na Constituição ou é outra coisa que não se pode dar o nome ?

  4. Vigilante do Portão
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 8:33 hs

    KKKKK

    Na hora de contratar “aspones” para aqueles cabides de emprego,
    Contratar pelegos de Sindicatos e apadrinhados políticos, o PT e cia. são ótimos.

    Para TRABALHAR?
    Chama uma turma de AMERICANOS.

    Uma Perguntinha:

    Não existem profissionais COMPETENTES no Brasil?

  5. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 10:25 hs

    Isso, sim, é a privatização do Estado. Uma auditoria internacional para fiscalizar o Brasil S/A e atestar que suas ações podem ser vendidas na bolsa de NY. Isso deve preceder o IPO do Brasil.

  6. Helena
    segunda-feira, 28 de maio de 2012 – 11:07 hs

    Tem que ter um plano de Governo, onde estão os PACs? A “cachoeira” secou? Então e agora como fica? Não tem mais Ministros para demitir? Mande essa turma incompetente, e faça um concurso público SÉRIO, HONESTO, TRANSPARENTE, e só trabalhar honestamente.

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