Miro Teixeira: ‘Retomar o dinheiro vai ser inédito’

Do :

No Brasil, todos nascem iguais perante o déficit público. Com uma diferença: 1% vem ao mundo para usufruir, 99% para pagar a conta. Velho lobo de CPIs, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) voltou à cena na investigação parlamentar do Cachoeiragate. Rende homenagens à minoria concentrando-se naquilo que de fato interessa: a corrupção, sempre presente, e a recuperação do dinheiro roubado, sempre ausente. Do alto dos seus dez mandatos, Miro leciona:

“Eu tenho ido atrás da recuperação do dinheiro porque o inquérito está feito. Precisamos saber, afinal de contas, do que é que precisam o Tribunal de Contas da União e a Controladoria-Geral da União para impedir que essas coisas aconteçam. Por que não pegaram isso? Por que não impediram?”

A CPI, surpreendentemente, logo de início já desencadeou uma série de investigações. A primeira delas a da Delta. Se fosse o fim da CPI, já seria um conhecimento tremendo para ajudar o país a conduzir novas investigações e punir essas pessoas. Mas eu creio que perseguir o caminho do dinheiro e retomar o dinheiro vai ser inédito.”

A longevida política, como se vê, não privou Miro do otimismo. Pode parecer paradoxal. Mas não há mesmo motivo para pessimismo. O orçamento público está cheio de buracos. Certos Demóstenes viram ex-Demóstenes em pleno vôo. Um tal de Carlinhos faz o todo mundo ter saudades do tempo em que Cachoeira era apenas uma queda d’água. Quer dizer: o Brasil virou um pedaço do mapa ideal para construir um país inteiramente novo. Caos não falta.


3 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    domingo, 13 de maio de 2012 – 17:35 hs

    Questão de valores:

    Ao ladrão do dinheiro público, não lhe interessa o que se passa em volta da esposa quando ela vai ao salão, à academia, ao shopping, nem ao filho quando vai à escola, à praia.

    E ela, a mulher, ele, o filho, será que se importam quando ouve cochichos sobre a origem do carro importado, do tênis ídem?

    E nem liga se, ministro, perde o cargo por causa do desvio.
    A exoneração não implica na obrigatoriedade da devolução do dinheiro garfeado.

    E, se no pior das hipóteses, preso, calcula que vale a pena passar uns poucos anos engradado, para, solto, usufruir as regalias do afano.

    A corrupção, quando impune, vale a pena…

  2. SERGIO SILVESTRE
    domingo, 13 de maio de 2012 – 20:05 hs

    O Miro teixeira é um dos raros bons politicos.
    Nã sau longa vida de politico,nunca se ouviu ninguem dizer nada contra sua pessoa.
    Então… quando sai alguma coisa em qualquer orgão escrito
    é fumaça e tem fogo.
    Agora recuperar dinheiro?
    Quem recupera dinheirode politico que rouba é advogado,
    Metade vai para a irmandade,metade fica com o delinquente.

  3. Cap. Nascimento
    segunda-feira, 14 de maio de 2012 – 9:03 hs

    O Miro está certíssimo!!! Queremos o dinheiro de volta, com juros e correção monetária.

Deixe seu comentário: