
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu nesta quarta-feira críticas por não ter pedido abertura de inquérito para investigar as relações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
Segundo o procurador, as críticas foram feitas por “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”.
Sem citar nomes, Gurgel disse que é compreensível que pessoas “ligadas a mensaleiros” queiram atacá-lo e também atacar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que serão responsáveis por julgar o caso do mensalão.
“É compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral –e até atacar ministros do Supremo– com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”, disse o procurador.
Segundo ele, os ataques sofridos seriam uma “tentativa de imobilizar o procurador-geral da República para que ele não possa atuar como se deve, seja no caso que envolve o senador Demóstenes e todos os seus desdobramentos, seja preparando-se para o julgamento do mensalão, caso que, repito, classifiquei nas alegações finais, como talvez o mais grave atentado à democracia brasileira”.
Gurgel também disse que os mentores das críticas são, “se não réus, protetores de réus”, além de pessoas que já foram alvos do Ministério Público e que agora querem retaliar.
Questionado se haveria alguém específico por trás das críticas, ele se limitou a dizer que são “fatos notórios, que independem de prova”.
“São pessoas que já foram alvo do Ministério Público e ficam querendo, compreensivelmente –é humano–, retaliar. E há outras pessoas com notórias ligações com réus do mensalão”, disse. “Agora, minha preocupação é de continuar trabalhando, continuar investigando e de continuar levantar o véu e revelar cada vez mais fatos extremamente graves que estão submetidas também à Comissão Parlamentar, mas que parece mais preocupada com o julgamento do mensalão”, finalizou.
O procurador-geral também disse que as críticas tem o objetivo de desviar o foco das discussões. Segundo ele, se ele tivesse tomado qualquer atitude em 2009, não teria existido a Operação Monte Carlo e todos os fatos relacionados a autoridades envolvidas não teriam vindo à tona agora.
“São pessoas que na verdade aparentemente estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, desvio de recurso, corrupção, etc, e ficam preocupados com a opção que procurador-geral, como o titular da persecução penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem sucedida. Não fosse essa opção nós não teríamos Monte Carlo, não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo a tona. Desvio de foco que eu classificaria como no mínimo curioso”, afirmou Gurgel.
Gurgel aproveitou para criticar o vazamento de informações sigilosas colhidas pela Polícia Federal. “Não há dúvida que esse é um dos casos de vazamento mais escandalosos da história . É preciso que se pare, no país, de achar que o sigilo é pra inglês ver, uma coisa formal”.




13 comentários
Acho que esse babaca está querendo mudar o foco, uma coisa não tem nada a ver com a outra. O mensalão já está concluido e cabe a justiça julgar o caso do Cachoeira cabe a ele denunciar.
É uma realidade que será revelada: o PT, como partido, conseguiu, em pouco tempo no poder, agir com uma pilantragem sem precedentes..
É MUITO ENGRAÇADO, DE REPENTE TODOS AQUELES QUE TEM QUE SE EXPLICAR SE DEFENDEM FALANDO DO MENSALÃO.
“MEU AMOR EU TE TRAI, A CULPA É DOS MENSALEIROS”
A desculpa do Procurador é pelo menos cretina. Desde 2009 que o Gurgel sabia quem era o Demóstenes Torres, e o deixou se eleger senador, apesar de conhecer sua falta de caráter.
E assim, enquanto o Gurgel escondeu o processo, bandidos se locupletaram e se elegeram, tudo sobre a pecaminosa proteção do Procurador.
Resumindo de 2009 para cá bandido se elegeu, se locupletou, roubou adoidado e tudo mais, porque um trêfego e irresponsável procurador não queria “prejudicar o julgamento do mensalão fabricado criminosamente por Veja, Cachoeira e outros bandidos.
Não vejo diferança entre Veja, Demóstenes, Cachoeira e Gurgel. Fazem parte da mesm patota.
Roberto Gurgel, além de sósia de Jô Soares, também é humorista
Se tivesse que definir o Zeitgeist (clima intelectual e cultural do mundo em uma determinada época) de nosso tempo, diria que vivemos a era da hipocrisia e da desfaçatez. E tal fenômeno não é afeito só ao Brasil, mas ao mundo, à época em que vivemos.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu sentido ao termo caradurismo. Como tem sido amplamente veiculado, ele teve nas mãos todos os indícios de que Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres dirigiam uma organização criminosa e sentou em cima das provas.
Por conta disso, a CPMI do Cachoeira quer convocá-lo a depor para explicar por que agiu assim. O movimento por sua convocação cresce entre governistas e oposicionistas. Mas foi só após o depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Souza na última terça-feira que esse sentimento cresceu.
O delegado deixou claro que o procurador-geral da República poderia ter agido há quase três anos contra Cachoeira e companhia limitada e nada fez. A ele se juntaram oposicionistas como o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). E, claro, os membros governistas da CPMI.
Só para ilustrar o caso, Lorenzoni, do De-mo-cra-tas, declarou que “Ele [Gurgel] está sem defesa” porque “Estava com a bomba atômica na mão [relatório contra Demóstenes] e nada fez”.
Isso não impediu que o humorista mor da República declarasse que os que querem convocá-lo a se explicar agem assim porque estariam “com medo” de sua atuação no inquérito do mensalão, como se Randolfe ou Lorenzoni estivessem envolvidos no caso.
Para que refletir que confrontá-lo obviamente seria o caminho mais curto para enfurecê-lo, gerando o risco de uma vingança de sua parte na condução do processo?
Alguns dirão que pior ainda é a mídia dizer que a Veja não fazia parte do esquema Cachoeira apesar de as escutas da PF mostrarem o contrário, ou seja, que o bando a usava, por exemplo, para derrubar funcionários do governo que atrapalhavam a construtora Delta e, em troca, o contraventor municiava a publicação com denúncias contra o mesmo governo.
Pois eu digo que o quadro humorístico de Gurgel é ainda mais hilariante. Os políticos e a imprensa fazem jogo político, não se espera desses atores a postura que se espera do chefe de uma instituição como o MPF, alguém que tem por dever constitucional fazer exatamente o contrário do que fez.
Jô Soares já pode até tirar umas férias e colocar Gurgel em seu lugar que, muito provavelmente, ninguém notará a diferença. Talvez até achem o procurador-geral mais engraçado.
Fabio, sabe como vai acabar esse voto ?
“beijo do gordo !”
esse gurgel é a cara do MP = demostenes, gente igual aos outros ele e a mulher dele: tudo podre. Todo o moralista esconde a podridãoooo
O Brasil está com suas instituições ameaçadas pelo crime organizado. Numa situação dessas, temos uma PGR receosa de processar os malacos e um STF formado por poetas, dramaturgos enrustidos e filósofos, mais preocupada em julgar temas de grande ibope, para proferir votos rocambolescos e intermináveis, deitando falação sobre lana caprina e o sexo dos anjos.
Parabéns ao procurador que mostra-se pessoa séria, e dedicado ao bem do país, pois não contaminou-se com a política suja. A atitude tomada foi essencial para o bom desempenho da ação policial que mostrou-se eficiente, e todos os que querem o bem da nossa querida nação.
Adilson, abra o olha, esse procurador tá contaminado com o Cachoeira, 2 anos de espera? Tem boi na linha aí!
Agora me diga, o que tem a ver a CPMI do cachoeira com paralisar o julgamento do mensalão?
O processo já está no STF, o que tinha para ser analisado já está lá, por que o procurador vem falar de mensalão.
Tá estranho, esse discurso é igual ao da revista Veja, cujo editor chefe é o cachoeira. Muito estranho.
Aproveitando a deixa, a mulher diz ao marido “Querido bati o caro, a culpa é dos mensaleiros”
ALGUEM TEM DUVIDA DOS PTRALHA..
Roberto Gurgel e os demotucanalhas elegeram Demóstenes Torres, pois o pseudo procurador segurou investigação sobre Carlos Cachoeira desde 2009.
Se não tivesse sido omisso o “Demóstenes não teria sido eleito!”.