Alvaro representa Serra em debate em Porto Alegre | Fábio Campana

Alvaro representa Serra em debate em Porto Alegre

O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) participa, nesta quinta-feira (26/08), em Porto Alegre, do “Brasil de Ideias – Um Encontro de Líderes Pelo Futuro do País”, que reunirá lideranças dos principais setores da economia nacional para discutir e apontar os caminhos para manter o crescimento e desenvolvimento do Brasil.

Alvaro Dias representará a coordenação de campanha do candidato tucano à presidência, José Serra. O assessor da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, representará a campanha da candidata do PT, Dilma Roussef. O senador Alvaro Dias e Marco Aurélio foram convidados para falar sobre os programas de governo dos respectivos candidatos. Haverá perguntas do público convidado.


13 comentários

  1. RST
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 13:23 hs

    É e o Senador foi chutado prá escanteio pelo Zé Chirico.

  2. quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 13:51 hs

    LAMENTÁVEL O PSDB TER DEFENESTRADO O ÁLVARO DIAS PARA O VICE DE SERRA;;;;;;; O ÁLVARO DIAS TEM MIL VEZES MAIS CAFÉ NO BULE DO QUE ESSE TAL DE CACIQUE QUE NINGUEM SABA QUEM É………………………………………………….

  3. RST
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 14:30 hs

    DEBATE ABERTO
    Um Zé fora de hora

    O “Zé que quero lá” não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável, desprovido de recursos que conquistem a simpatia da platéia. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo.

    Gilson Caroni Filho

    José Serra deixou cair a máscara barata. As críticas ao que chamou de “conferencismo”, no 8º Congresso Nacional de Jornalismo, vão além do agrado circunstancial ao baronato midiático que lhe apóia na campanha. A direita sabe que o maior legado da Era Lula não se resume ao crescimento econômico com distribuição de renda. O grande feito do governo petista foi mobilizar a sociedade para passar em revista problemas históricos de origem.

    Após várias conferências, a história brasileira deixou de ser o recalcamento das grandes contradições, para se afigurar como debate aberto sobre suas questões centrais. Numa formação política marcada pela escravidão, pela cidadania retardatária, com classes sociais demarcadas por distâncias socioeconômicas e por privilégios quase estamentais, o que vivemos no governo Lula foi uma verdadeira revolução cultural.

    Além de discutir a mídia e a questão ambiental, foi criada uma nova agenda capaz de combater preconceitos e discriminações, ligados à classe, à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura. Conhecendo os distintos mecanismos de dominação, encurtou-se o caminho da conquista e ampliação de direitos, da afirmação profissional e pessoal. E é exatamente contra tudo isso que se volta a peroração serrista. A sociedade organizada é o pavor dos oligarcas.

    O candidato tucano não escolhe caminhos, métodos, processos e meios para permanecer como possibilidade de retrocesso político. A cada dia, ensaia nova manobra de politiqueiro provinciano, muito mais marcado por uma suposta esperteza do que pela inteligência que lhe atribuem articulistas militantes. Continuar chumbado ao sonho presidencial é sua obsessão. De tal intensidade, que já deveria ter provocado o interesse de psiquiatras em vez da curiosidade positivista de nossos “cientistas políticos” de encomenda.

    O “Zé que quero lá” não é apenas jingle de campanha; acima de tudo, é o sintoma de um jogo teatral lamentável. Desprovido de recursos que conquistem a simpatia da platéia, se evidencia como burla ética, como o cristal partido que não se recompõe. Como ator político, é uma idéia fora de lugar, uma caricatura de si mesmo. Vocaliza como ninguém o protofascismo de sua base de sustentação.

    Por não distinguir cenários, confunde falas. Quando tenta uma encenação leve, resvala para o grotesco. Quando apela para o discurso da competência, sua fisionomia é sempre dura, ostentando ressentimento e soberba. Os Césares romanos davam pão e circo à plebe. Aqui, sendo o pão tão prosaico, o ”Zé” não pode revelar os segredos da lona sob a qual se abriga. Seu problema, coitado, não é de marketing – é de tempo.

    No governo em que ocupou duas pastas ministeriais, o cenário era sombrio. Parecia, ao primeiro olhar, que, no Brasil, tudo estava à deriva: desvios colossais na Sudene, na Sudam, no DNER; violação do painel eletrônico do Senado; entrega de ativos a preço vil; racionamento de energia e descrença generalizada na ação política. Os valores subjacentes aos pólos coronel/cliente, pai/filho, senhor/servo, pareciam persistir na cabeça de muitos de nossos melhores cidadãos e cidadãs, bloqueando a consolidação democrática. Era o tempo de Serra.

    Tentar voltar ao proscênio oito anos depois é um erro primário. A política econômica é outra. Mais de 32 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado consumidor brasileiro. Segundo o chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, os cenários projetados até 2014 mostram que é possível duplicar esse número. A mobilidade social gerou um cidadão mais exigente. Uma consciência política mais atenta ao que acontece em todos os escalões do poder, um contingente maior de sujeitos de direito que exige mais transparência e seriedade na administração pública. Esse é o problema do “Zé”. Aquele que, depois de tantas Conferências, poucos o querem lá.

    Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

  4. Tina
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 14:32 hs

    Deveria ser feito sso no Brasil inteiro,quem sabe a situação poderia mudar,pois do jeito que está ,estamos indo ao fundo do poço!

  5. OBSERVADOR ATENTO
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 14:38 hs

    Fabio, tem algum canal pra assistr a esse debate?

  6. quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 14:53 hs

    SERRA versus Dilma: Uma comparação honesta

    CAMMPANA, As comparações devem ser entre Sewrra e Dilma afinal, Lula, NÃO É CANDIDATO.

    O relato abaixo se destina a mostrar de uma forma isenta e imparcial as realizações e o perfil dos dois principais candidatos a presidência da República.

    José Serra, junto com Elena Landau, funcionária de Daniel Dantas, bate o martelo da privatização da Telebrás num processo honesto, transparente, ético e correto, que até hoje é exemplo de probidade administrativa

    Governos do qual fizeram parte

    Serra foi ministro de Fernando Henrique Cardoso, num governo de homens bons, respeitado e admirado no exterior.
    Dilma foi ministra de Lula, um governo da gentalha ignara, desqualificado e sem moral junto aos principais líderes mundiais.
    Número de Servidores

    Na gestão de Serra na pasta do planejamento ele combateu o inchaço da máquina pública, não houve um concurso sequer e os salários de marajás dos funcionários não sofreram aumento durante os 8 anos do governo FHC, deixando de onerar-se assim o erário público, mantendo a austeridade fiscal.

    No (des)governo Lula, da qual Dilma fez parte, tem concurso semana sim e a outra também, inchando a máquina administrativa federal, favorecendo a entrada de elementos oriundos da gentalha, baixando ainda mais a qualidade do serviço público. Além disso, foram concedidos vários reajustes eleitoreiros ao funcionalismo, aumentando o déficit do tesouro, um verdadeiro programa de compra de votos dos servidores.

    Combate ao gigantismo estatal

    No governo FHC, Serra atuou com firmeza no combate ao gigantismo estatal, buscando reduzí-lo ao mínimo possível. Ele se empenhou pessoalmente na privatização das estatais Vale do Rio Doce, Embratel, Sistema Telebrás, etc, bem como participou ativamente da preparação para a privatização da dispendiosa, deficitária e ineficiente Petrobrax.

    Já Dilma Roussef, como ministra das minas e energia nada fez para privatizar a deficitária Petrobrás (Petrobrax) e ainda apoiou, como ministra da Casa Civil, a expansão estatizante do Banco do Brasil e da Caixa, ao invés de propor a privatização desses paquidermes estatais consumidores de recursos públicos que nenhum retorno trazem à nação.

    Gestão Econômica nas crises internacionais

    José Serra, economista competente, atuou no planejamento em plena comunhão com o FMI e o Banco Mundial, alçando a economia brasileira a uma sólida posição de destaque, superando crises com grande maestria.

    Dilma e o (des)governo Lula mergulharam o país numa crise infindável, provocaram a quebradeira generalizada, o desemprego em massa e a falência da indústria automobilística, justamente por terem abandonados a supervisão do Banco Mundial e a gerência salvadora do FMI, desprezando uma ajuda valiosa para o país.

    Educação

    A Educação é uma das vitrines do governo Serra em São Paulo. Durante o seu governo ela foi alçada a um nível muito elevado de qualidade e resultados, superando até mesmo os países da Europa. A implantação do bônus por desempenho somente para os professores merecedores, de acordo com a análise da direção, ao invés do antigo aumento salarial geral, levará a qualidade educacional para um patamar nunca antes visto na história da humanidade, além de evitar que os professores esquerdistas sejam recompensados por sua indolência funcional.
    Já Dilma e o governo Lula sucatearam a educação a nível nacional, abrindo dezenas de universidades fajutas e centenas de centros tecnológicos mequetrefes que mais funcionam como centros de doutrinação marxista do que outra coisa.

    Segurança pública

    A segurança pública paulista sob o governo Serra é um exemplo não só para o Brasil, como para o mundo. Com um dos melhores salários pagos aos policiais e um dos menores índices de corrupção nacional, a segurança pública em São Paulo é coisa de primeiro mundo, tendo capturado vários criminosos internacionais que se escondia no país com a conivência da polícia do Lula.
    Já Dilma, no governo Lula, ajudou a transformar a Polícia Federal em uma polícia política para perseguir os homens de bem e ameaçar os que lutam por justiça. Um exemplo desse ultraje dilmista foi a invasão da Daslu, a cruel perseguição ao Daniel Dantas e a prisão dos proprietários do Banco de Santos.

    Saneamento

    Como grande engenheiro que é, Serra sabe a importância das obras de saneamento básico e, cumprindo suas promessas de campanha, colocou esgoto e água na porta de milhões de pessoas em São Paulo.
    Já Dilma emPACou o PAC do saneamento, mandando milhões de reais para debaixo do chão.

    Liberdades democráticas

    Serra preza pela liberdade de imprensa e valoriza os veículos de comunicação decentes, que não são dominados pelos esquerdistas ou que não fazem o jogo satânico do petismo atroz. Por isso mesmo, comprou milhares de assinaturas da Revista Veja, Jornal Folha de São Paulo e do Estadão para o governo do estado de São Paulo, propiciando uma informação isenta, ética e imparcial, sem a mácula petista, aos funcionários do seu governo.
    Inimiga da democracia, a ex-terrorista Dilma persegue a liberdade de imprensa e acusa injustamente a Revista Veja, Jornal Folha de São Paulo e o Estadão de serem parciais e apoiarem José Serra.

    Moral e bons costumes

    José Serra se casou em 1967, nunca se separou, é fiel a sua esposa e um ótimo pai para seus filhos. Serra, quando ministro da saúde, repreendeu duramente a Xuxa pelo péssimo exemplo que dava às mulheres da nação sendo mãe solteira, atentando contra a moral e os bons costumes e insultando à família cristã.
    Já Dilma Roussef se casou e se separou duas vezes, pecando contra as leis divinas pois o que Deus une a mulher não deve separar. Pecadora costumaz, Dilma certamente não tinha a autorização do seu ex-marido para sua atuação política sendo portanto um péssimo exemplo para as mulheres de insubmissão ao poder masculino.

    São essas, por enquanto, as comparações adequadas entre a candidata terrorista de Lula e o governador José Serra, que mostram que este último é realmente o brasileiro mais bem preparado para assumir a presidência da República, remindo a nação das hostes satânicas do lullismo e recuperando o prestígio do Brasil no exterior.

    Por favor copiem e enviem esse texto por email para todos de vossas listas pois precisamos garantir a vitória de Serra já no primeiro turno das eleições de outubro.

    ACORDA BRASIL, SÓ NÃO VÊ QUEM REALMENTE NÃO QUER

  7. OSSOBUCO
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 15:54 hs

    Acorda Caçador, seu discurso reacionário só tira vostos do Serra!
    Serra é tão preparado que disse que vai baixar o ICMS de remédios quando for presidente, ele “esqueceu” que ICMS é imposto estadual e, como tal, apenas o governo estadual é que pode fazer isso!

  8. OSSOBUCO
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 15:58 hs

    É Caçador, a sua vida não está fácil, pegaram seus amigos e do Serra também:

    PF acusa Arruda, amigo do José Serra, de comandar esquema criminoso no DF

    O ex-governador José Roberto Arruda que até bem pouco tempo era cotado para vice do candidato tucano José Serra (PSDB), “encabeçava uma organização criminosa voltada à captação de dinheiro bancado por empresas contratadas pelo governo do Distrito Federal”. A acusação está no relatório final da Polícia Federal sobre a Operação Caixa de Pandora.

    Arruda (que foi do PSDB e DEM ex PFL) e mais sete pessoas do governo foram indiciados por formação de quadrilha e corrupção passiva. A polícia sugere investigar o patrimônio dos acusados e o crime de lavagem de dinheiro.

    Segundo a PF, o dinheiro arrecado era para compra de deputados e enriquecimento pessoal e vinha de empresas que lucravam em “contratos superfaturados”.

  9. quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 16:15 hs

    SR OSSOBRURRO

    Para de ser burro homem.

    Veja a lista dos mensaleiros que irão comandar a campanha da Dilma à presidencia
    Por Censurado em 24,Fev,2010 | Em Política Nacional | 17 comentários »

    Estes são os réus petistas da quadrilha dos 40 – no Supremo Tribunal Federal, no caso do Mensalão do Lula: José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil) – corrupção ativa e formação de quadrilha; José Genoino (ex-presidente do PT) – corrupção ativa e formação de quadrilha; Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT) – corrupção ativa e formação de quadrilha; Silvio Pereira (ex-secretário geral do PT) – formação de quadrilha; João Paulo Cunha (deputado federal pelo PT-SP) – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato; Luiz Gushiken (ex-ministro) peculato; Paulo Rocha (deputado federal PT-PA) – lavagem de dinheiro; Anita Leocádia (assessora parlamentar) – lavagem de dinheiro; João Magno (ex-deputado federal PT-MG) – lavagem de dinheiro; Professor Luizinho (ex-deputado federal PT-SP) – lavagem de dinheiro; Henrique Pizzolato (ex-diretor do BB) – peculato (2x), corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    No dia 28 de agosto de 2007, o Supremo concluiu o julgamento da denúncia da Procuradoria- Geral da República contra os 40 envolvidos com o escândalo do mensalão o esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político. A denúncia foi oferecida pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. O procurador descreveu os réus como “uma quadrilha”.

    O processo só não andou desde o ano passado, porque uma importante testemunha está se recusando a responder às inquirições do STF. Essa testemunha é Lula que, assim, está obstruindo a Justiça. Ao contrário de Lula, que, além de passar a mão na cabeça dos mensaleiros do PT, os coloca no comando da campanha de sua candidata, Dilma Rousseff, os Democratas põem para fora do partido todos os envolvidos no escândalo. Essa é a diferença entre o PT e os Democratas.

    Lula chega ao cúmulo de obstruir a Justiça no julgamento do Mensalão dele no Supremo, não respondendo às perguntas que lhe foram dirigidas pelo Tribunal há mais de três meses. A sociedade deve estar atenta e cobrar que a Justiça se faça também em relação ao Mensalão do Lula.

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    Paulo Bornhausen é deputado federal eleito em Santa Catarina e escreve para o Censurado sempre que possível.

    Tags: brasilia, corrupção, cpi, DILMAAAAA, dirceu, envolvidos, lista, lula, mensalão, pt

    Quer mais OSSOBURRO

  10. Jacarezinho
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 16:37 hs

    Faltam Al Capone, Jack Estripador, Sete Dedos – Nove já tem, mais Messalina. Quem vai escrever a biografia deste governo será Adelaide Carraro, aquela de Eu e o presidente.

  11. BIDU
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 17:41 hs

    COMO PODE….LEVOU UM NAO DO TAMANHO DO MUNDO, FOI TROCADO POR UM TAL INDIO E AINDA QUER APARECER…AINDA BEM QUE É SEU ULTIMO MANDATO, POIS NAO GANHA MAIS…..SÓ SABE FALAR, NADA FEZ DE CONCRETO PELO PARANÁ, UMA LASTIMA…

  12. Ita
    quarta-feira, 25 de agosto de 2010 – 18:01 hs

    CAÇADOR DE PETISTAS, fala sério:
    Antes de falar tanto contra o PT veja o que o PSDB fez:
    O Brasil não esquecerá
    45 escândalos que marcaram o governo FHC

    O documento “O Brasil não esquecerá – 45 escândalos que marcaram o governo FHC”, de julho de 2002, é um trabalho da Liderança do PT na Câmara Federal de Deputados. O objetivo do levantamento de ações e omissões dos últimos sete anos e meio do governo FHC, segundo o então líder do PT, deputado João Paulo (SP), não é fazer denúncia, chantagem ou ataque. “Estamos fazendo um balanço ético para que a avaliação da sociedade não se restrinja às questões econômicas”, argumentou. Entres os 45 pontos estão os casos Sudam, Sivam, Proer, caixa-dois de campanhas, TRT paulista, calote no Fundef, mudanças na CLT, intervenção na Previ e erros do Banco Central. A intenção da Revista Consciência.Net em divulgar tal documento não é apagar ou minimizar os erros do governo que se seguiu, mas urge deixar este passado obscuro bem registrado. Leia a seguir:

    Itinerário de um desastre

    Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.

    A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

    Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

    O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

    Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.

    Deputado João Paulo Cunha
    Líder do PT

    1 – Conivência com a corrupção

    O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

    2 – O escândalo do Sivam

    O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

    3 – A farra do Proer

    O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

    4 – Caixa-dois de campanhas

    As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

    5 – Propina na privatização

    A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

    6 – A emenda da reeleição

    O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

    7 – Grampos telefônicos

    Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

    8 – TRT paulista

    A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

    9 – Os ralos do DNER

    O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

    10 – O “caladão”

    O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

    11 – Desvalorização do real

    FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

    12 – O caso Marka/FonteCindam

    Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

    13 – Base de Alcântara

    O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

    14 – Biopirataria oficial

    Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

    15 – O fiasco dos 500 anos

    As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

    16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito

    Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

    17 – Drible na reforma tributária

    O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

    18 – Rombo transamazônico na Sudam

    O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

    19 – Os desvios na Sudene

    Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

    20 – Calote no Fundef

    O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

    21 – Abuso de MPs

    Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

    22 – Acidentes na Petrobras

    Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

    23 – Apoio a Fujimori

    O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

    24 – Desmatamento na Amazônia

    Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

    25 – Os computadores do FUST

    A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

    26 – Arapongagem

    O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

    27 – O esquema do FAT

    A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

    28 – Mudanças na CLT

    A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

    29 – Obras irregulares

    Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

    30 – Explosão da dívida pública

    Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

    31 – Avanço da dengue

    A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

    32 – Verbas do BNDES

    Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

    33 – Crescimento pífio do PIB

    Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

    34 – Renúncias no Senado

    A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

    35 – Racionamento de energia

    A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

    36 – Assalto ao bolso do consumidor

    FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

    37 – Explosão da violência

    O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

    38 – A falácia da Reforma agrária

    O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

    39 – Subserviência internacional

    A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

    40 – Renda em queda e desemprego em alta

    Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

    41 – Relações perigosas

    Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.

    42 – Violação aos direitos humanos

    Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

    43 – Correção da tabela do IR

    Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

    44 – Intervenção na Previ

    FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

    45 – Barbeiragens do Banco Central

    O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

    Fonte: http://www.consciencia.net/corrupcao/documentos/fhc-45escandalos.html

  13. XULIPA
    quinta-feira, 26 de agosto de 2010 – 8:36 hs

    Tá explicado o porquê que a Dilam virou no RS.

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