Nas eleições de 2006, um grupo de prefeitos mineiros recomendou aos eleitores de seus municípios a adoção do voto “Lulécio”.
Para a Presidência, a reeleição do petista Lula. Para o governo de Minas, a recondução do tucano Aécio Neves.
Para o pleito de 2010, o mesmo grupo de gestores municipais trama a reedição do fenômeno, agora rebatizado de voto “Dilmasia”.
Para o lugar de Lula, a preferida do presidente, Dilma Rousseff. Para a cadeira de Aécio, o apadrinhado do governador, Antonio Anastasia.
Deve-se à repórter Patrícia Aranha a detecção da mistura eleitoral que começa a ferver no caldeirão de Minas.
A sugestão de acidez estomacal que emerge do novo vocábulo não é gratuita. O candidato à azia é o grão-tucano José Serra.
“Não temos que engolir o Serra”, diz José Antonio Prates (PTB), prefeito do município mineiro de Salinas, famoso pela boa cachaça que produz.
“Com a indisposição causada pela candidatura do Serra, a Dilmasia vai ser maior ainda”, José Antonio ironiza.
Em 2006, o prefeito era filiado ao PT. Foi expulso da legenda justamente por ter comandado o lançamento do voto Lulécio.
Hoje, José Antonio sente-se à vontade para inaugurar a onda “Dilmasia”. É um “apelo das bases”, justifica.
Segundo ele, o eleitor mineiro estaria frustrado por ter sido privado da oportunidade de votar em Aécio para presidente da República.
Antevê problemas para o preferido do tucanato: “O Serra vai levar uma surra em Minas, que vai decidir novamente a eleição presidencial”.
O prefeito rememora 2006. Lembra que, em 27 de março daquele ano, 19 prefeitos do PT foram ao Palácio das Mangabeiras, a residência oficial do governador.
Entregaram a Aécio Neves um manifesto de apoio à reeleição dele. Depois, o movimento disseminou-se, contagiando políticos de outras legendas.
José Antonio estima que, em 2010, vários prefeitos do PT vão surfar na onda “Dilmasia”. Além deles, gente do PDT, PV, PSB, PTB e PP.
São legendas que, em Brasília, gravitam em torno do governo Lula. E, em Minas, orbitam ao redor da gestão Aécio.
Por que tamanha adesão? José Antonio alega que os prefeitos foram muito bem tratados tanto por Lula quanto por Aécio.
“Dilmasia”, diz ele, é mero chiste. Dá-se, na prática, uma ressureição do “Lulécio”. O grupo deseja, a propósito, trabalhar também pela candidatura de Aécio ao Senado.
“O movimento já está articulado”, diz o prefeito. “Tende a crescer. Só estamos esperando a oficialização das candidaturas”.
Em 2006, o movimento pelo voto misto rendeu a Aécio a pecha de traidor. Dizia-se que fazia corpo mole, evitando suar a camisa por Geraldo Alckmin, o Serra de então.
Lula divertia-se com o Lulécio. Guindado pelas urnas ao segundo turno, o tucano Alckmin teve, em Minas, menos votos do que amealhara no primeiro round.
Excluído da disputa presidencial de 2010, Aécio jura que vai arregaçar as mangas por Serra. Mas sempre se poderá alegar que a “Dilmasia” é moléstia sem remédio.
Como recusar o agrado de prefeitos que, simpáticos a Dilma, se dispõem a pedir votos também para Anastasia e, melhor, para o próprio Aécio?
Ouça-se mais um pouco de José Antonio, o ex-petista de Salinas, hoje um prefeito abrigado sob o guarda-chuva do PTB:
“Sou da tribo dos utopistas, que imaginou um Brasil acima dos projetos individuais…”
“…Cheguei a pensar, no ano passado, que Dilma e Aécio pudessem estar juntos numa chapa, já que não defendem um projeto antagônico de nação…”
“…Mas como no Brasil só há projetos de poder, PSDB e PT pensam diferente de mim, o que não obriga os prefeitos a se subordinarem a essa lógica”.
Conhecido pela fama de hipocondríaco, José Serra, o “quase-talvez-provável-futuro” presidenciável do PSDB, talvez tenha de reforçar o estoque de antiácidos.
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13 comentários
Lula, Fidel, Chaves e a Camarada Estela. O que nos espera?
Os jornais nesta semana noticiaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se pela quarta vez em Cuba. Segundo a imprensa a agenda de Lula inclui um encontro com Fidel Castro como também uma visita às obras de ampliação do porto de Mariel, para as quais o Brasil deu créditos de US$ 150 milhões, passíveis de chegar a US$ 500 milhões. Além disso o presidente brasileiro anunciará investimentos para a reforma de uma estrada e projetos da Petrobras no país.
Caro leitor, essa relação entre Lula e Fidel me assusta. Confesso que não consigo entender como o presidente do Brasil financia investimentos em um país cuja ditadura dura a décadas. Não é possível, que o nosso presidente faça vista grossa aos mandos e desmandos de Fidel Castro. Ora, investir US$ 500 milhões de dólares numa ditadura é no mínimo um assinte. Se não bastasse isso, Lula se curva apaixonadamente aos caprichos do presidente venezuelano Hugo Chaves, que já demonstrou por atos descabidos que é tão ditador quanto Fidel. Para piorar a situação, Lula quer empurrar goela baixo do povo brasileiro a candidatura da “Camarada Estela” ao cargo mais importante da nossa república.
Confesso que fico preocupado em ver que Hugo Chaves considera Dilma Rousseff o melhor candidato para o Brasil. Assusta-me o fato em saber que podemos ser governados por uma senhora cujo passado e o presente são marcados pela truculência e intransigência.
Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que a ditadura é o pior dos regimes. Fidel, Chaves e outros ditadores espalhados pelo mundo nos trazem a certeza de que governos despóticos destroem no coração das pessoas a alegria de viver.
Minha oração é que em 2010 Deus dirija o povo brasileiro conduzindo-o a escolher com coerência e equilibrio os que irão nos governar pelos próximos quatro anos.
Pense nisso,
Josias está na caixinha do PT (leia-se $ público das estatais) e quem o divulga também deveria!
Por isso que o partido do Aécio não tem nenhuma liderança naquele Estado, além dele que herdou apenas o nome do avô. Aécio é um irresponsável e uma verdadeira piada. Por isso, a oposição precisa de Zé Serra para presidente. Um homem responsável e sério, que consegue fortalecer seu partido no Estado todo de SP e no Brasil não será diferente como presidente.
Não se esqueçam, para desespero da oposição, que a Dilma é mineira, uai!
E AQUI QUE SERRÁ.
Sempre sobra pra Imprensa quando partidos não conseguem viabilizar seus projetos de poder.
Serra caiu porque desuniu o PSDB, que seria muito mais forte com a candidatura de Aécio.
Marcos, só pra lembrar o Eduardo Azeredo é ex-governador de Minas. E do PSDB. E ninguém chega ao Senado sendo apenas um liderzinho de uma cidadezinha.
Bater no Aécio não faz do Serra melhor ou pior. O Serra tem é que pensar se quer continuar governando SP ou deixar de graça pro Ciro ou pro Maluf.
PT e PSDB tem a mesma origem histórica. Então Marcos, não fique surpreso com a solução que os mineiros encontraram para o problema deles. E lembre que foi Serra quem sufocou Aécio e o empurrou pra uma candidatura ao Senado.
Perfeito, Josiliano! Só não espero que o obtuso entenda seus comentários!
Não podemos cometer o erro de eleger a candidata do Lula, ele precisa viajar, melhor se mudar para Cuba, mais não, com o dinheiro do povo brasileiro, o Brasil tem que ser governado por quem intende o mínimo de educação, saúde, segurança, transporte e política internacional, para nunca mais, ouvirmos o absurdo de comparar presos políticos com bandidos e assassinos,. Temos o Serra e Aécio Neves, quem domina a arte de administrar.
É Maria Célia, também acho que o Brasil tem que ser governado por quem “intende” o mínimo de educação. Vixe!
Esse Prefeito de Salinas e muito oportunista o que ele esta querendo e aprecer, ele nao passa de um ditador que anda persseguindo toda a aposicao, alem de ta viajando para Suiça e depositando dinheiro dos cofres publico.